A arte de viver


Nós devíamos viver em paz connosco e com os outros. Antes de mais nada, o ser humano é um ser social, tem que saber viver em sociedade e lidar com os outros.
Este foi um dos ensinamentos de Buda: a arte de viver. Nunca estabeleceu ou ensinou qualquer religião, nenhum "ismo", nunca instruiu os seus seguidores em qualquer rito ou ritual, em alguma formalidade cega ou vazia. Pelo contrário, ensinava-os a observar a natureza tal como é, observando a realidade interior. É nisto que consiste a verdadeira arte de saber viver.


Steve Jobs

" A simplicidade  é a máxima sofisticação"

M1 | A Arte. em que consiste?


O que é Arte?

A palavra arte  é uma derivação da palavra latina “ars” ou “artis”, correspondente ao verbete grego “tékne”. O filósofo Aristóteles se referia a palavra arte como “póiesis”, cujo significado era semelhante a tékne. A arte no sentido amplo significa o meio de fazer ou produzir alguma coisa, sabendo que os termos tékne e póiesis se traduzem em criação, fabricação ou produção de algo.
Fazer uma definição específica para a arte não é simples, assim como determinar a sua função no dia-a-dia das pessoas, pela possibilidade de exercer funções pragmática, formal ou, ainda, possuir uma dialogicidade entre as duas funções. É claro que existem prioridades para a existência das pessoas, porém ao se emocionar com uma composição de Ravel ou de Van Gogh, por exemplo, terá tido a oportunidade de conhecer a capacidade humana de sentir, pensar, interpretar e recriar o seu mundo com sensibilidade e criatividade. A cultura de um povo é preservada através da sua arte, seja ela popular ou erudita, pois possibilita estudar e compreender aquelas civilizações que não mais existem e cria um sentido para as que ainda hoje fazem a sua história. Há no mundo actualmente diversos povos que são conhecidos pelo resgate de seus objetos artísticos, como: cerâmicas, esculturas, pinturas, entre outros. A arte nos permite viver melhor, ter diferentes olhares sobre um mesmo objecto ou situação, ela nos faz sonhar. A proposta de um verdadeiro artista, e não de um simples artífice, é tocar os sentidos de quem apreciará sua obra, é possibilitar a fruição da sua arte. O ser humano que lida com a arte, seja ela: cénica, visual ou sonora, certamente encontra-se passos adiante dos que não têm contacto com o objecto estético. É preciso ser artista e se recriar a cada dia.
Para entender melhor a arte é preciso compreendê-la dentro do contexto de sua produção cultural. Então delinearemos três vertentes da produção artística. Uma dessas formas de arte é classificada como “arte académica” ou “arte de erudita”, que se refere àquelas produções artísticas pertencentes a colecções particulares e que normalmente são conservadas em museus e galerias de arte. Esta forma de arte é a apreciada por um público conhecedor das linguagens artísticas e que possui uma sensibilidade treinada para a fruição dos elementos estéticos contidos nas obras expostas. O artista académico preocupa-se com o desenvolvimento da sua linguagem artística, com a transmissão da própria expressão pessoal, em captar o significado humano de existir e, ainda, em exigir uma postura do público diante do seu modo de ver o mundo. A “arte popular” ou “folclore” são aquelas produções artísticas menos, ou quase nada, intelectualizada, urbana e industrial. Suas características são o anonimato em relação à autoria, pois se pode até saber que cultura a criou, porém não há como identificar o nome do autor. Ela é uma arte anónima, produzida por colaborações de diferentes pessoas ao longo do tempo. A arte popular expressa o sentimento e as ideias da colectividade, dentro de padrões fixos no seu fazer artístico e é destinada para a fruição do próprio povo que a criou. Esta forma de arte não acompanha o modismo imposto pelos meios de comunicação. Estes meios de comunicação das massas são responsáveis, em grande parte, pelo fomento da terceira vertente da arte, que é a “arte de massa”, constituída por produtos industrializados e que se destina à sociedade de consumo. Sua intenção é servir ao gosto médio da maioria população de um país ou até mesmo do mundo. A Arte de massa é produzida por profissionais de uma classe social diferente do público a que ela se destina, que em geral é semianalfabeto e/ou passivo diante da sua realidade sociocultural. O modismo e o divertimento como forma de passar o tempo é o que sustenta a arte de massa. No caso desta vertente da arte, o povo é apenas o alvo da produção e não participa da sua concepção.



M9 | MOVIMENTO DADA | ABSTRACCIONISMO | SURREALISMO | ACTION PAINTING

Marcel Duchamp
MOVIMENTO DADA

• O Dadaísmo foi um movimento cultural, artístico e filosófico de grande abrangência, envolveu a literatura, o cinema, o teatro, a fotografia, a pintura e a escultura.
• Surgiu durante a Primeira Guerra Mundial, em Zurique (Suíça), através de um grupo designado por Cabaret Voltaire e em Nova Yorque (EUA), quase em simultâneo, por iniciativa de alguns intelectuais de várias nacionalidades, refugiados da guerra nestas cidades neutrais.
• O seu nome deriva da palavra alemã “dada”, que caricaturiza os sons balbuciados pelos bebés quando começam a querer falar, que foi encontrado abrindo o dicionário ao acaso.
• Impressionados pelo clima de sofrimento e de caos espiritual criado pela guerra, os artistas deste movimento pretendiam negar os conceitos de arte e de objecto, bem como as técnicas artísticas transmitidas pela tradição, anulando o próprio conceito de arte – a autêntica arte seria a anti-arte.
• Conceptualmente o Dadaísmo explica-se como uma reacção e também uma provocação às sociedades burguesas e capitalistas da época e aos valores e conceitos ético-culturais que elas criaram e assumiram, incluindo o da arte, (critica à noção de belo).
• Essa reacção foi motivada pela violência e crueldade da guerra, que queria tornar visíveis, e pela qual culpabiliza os regimes sociopolíticos vigentes, capitalistas e burgueses, que renegava. Proclamava, também, o vazio espiritual e o sentimento do absurdo que a guerra instalara, tornando obsoleta a cultura tradicional.
• Os Dadaístas acreditavam que para construir uma sociedade nova era preciso começar por destruir a antiga. Assim, como eles disseram pela “destruição também se cria”.


Raoul Hausmann
 Utilizam várias técnicas:

• O Ready-made, objectos já feitas, retirados da sua função utilitária habitual, assinados e tornados obras de arte. A única acção do artista é descontextualizá-los e com isso atribuir-lhes uma nova função, logo um novo valor mental. Esta atitude provocatória foi muito característica do Dadaismo. Por este e outros processos os seus autores levaram a sociedade a reflectir sobre o conceito e o papel da arte na vida e a assumir uma nova atitude estética.
• Merzbilders, a palavra resulta de merz (sílaba componente de uma palavra ocasional) mais bilder que significa construção. É assim, uma obra construída por elementos díspares do quotidiano, sobre os quais o artista interveio com a cor.
• Assamblage - composição artística feita à base de materiais comuns, de proveniências diversas.
• Fotomontagens – composição pictórica feita a partir de partes de diferentes fotografias.
• Rayographs – fotografias executadas pela sensibilização lumínica, sem a intervenção da máquina fotográfica.




ABSTRACCIONISMO


Amarelo, Vermelho, Azul de W.Kandinsky
A arte abstracta nasceu na Europa em 1910, a partir da experiência pessoal de Kandinsky.
 É considerada a expressão mais pura da criação artística, pois está liberta de programas ideológicos ou culturais.
 Nela, o artista não necessitou de recorrer ao mundo visível, pois não retrata o concreto, pelo contrário, apresenta uma sucessão de formas e de cores que em nada reproduzem a realidade, afirmando assim a libertação da arte em relação à representação mimética da natureza.
 O abstraccionismo representa o ponto de chegada das várias correntes de Vanguarda, iniciadas com o fauvismo.
 O Abstraccionismo provocou uma verdadeira revolução técnica e estética, concretizada na crescente simplificação/sintetização formal da linguagem plástica, valorizada cada vez mais pelos seus valores específicos.
 Anulação completa do tema e do objecto.
 Expressão mais pura e íntima do pintor, pois não apresenta nenhuma relação com a realidade.
 Total ausência de mimetismo.
 Liberta e livre de rótulos.
 Sem compromissos ideológicos ou programas sociais.
 Sem ligação com o passado provocou uma profunda ruptura nas concepções artísticas de então.
 Representa a verdadeira expressão da arte moderna, de uma arte totalmente nova.


Kandinsky, Composição VII, 1913, óleo sobre tela. Estudos de composição.
Abstraccionismo Lírico
 Deriva das experiências de Kandinsky, o seu principal representante.
 Arte inspirada na intuição, no instinto e na imaginação, realizada no momento e ligada à emoção.
 As suas composições apresentam formas orgânicas definidas por manchas cromáticas vibrantes e misturadas com linhas e seus respectivos significados, os quais substituem a representação dos objectos
 Os quadros apresentam linhas e cores, utilizando as últimas em sobreposições de tons ou recorrendo às misturas feitas previamente na paleta. A pincelada ia desde o toque rápido, tenso, violento e contrastado, aos empastes de grande espessura.
 A desmaterialização da arte de kandinsky, representou a descrença na sociedade europeia do pós Primeira Guerra Mundial, tal como a sociedade que se havia desmoronado também a pintura havia entrando em processo de desconstrução, anulando assim o objecto e deixando libertar a intuição do artista.



W.Kandinsky
Ruptura na concepção estética:
 rejeição do convencionalismo académico da pintura figurativa e criação de novas linguagens artísticas;
 autonomia da obra de arte em relação à realidade concreta;
 libertação do artista no processo de criação;
 recusa de qualquer noção de objectividade, exaltação da emotividade.
Inovação temática, formal, cromática e técnica:
 linguagem puramente plástica e abstracta.
 formas orgânicas e sinuosas e interceptadas por linhas pretas,
 utilização de uma paleta de cores variadas e múltiplas, formando manchas cromáticas,
 a pincelada ia desde o toque rápido, tenso, violento e contrastado, aos empastes de grande espessura,
 exploração da assimetria,
 abandono da tridimensionalidade.


Casimir Malevitch, pintura suprematista, 1916
Abstraccionismo geométrico

 Suprematismo, foi um movimento inovador surgido na Rússia. O seu criador foi Malevitch, que procurou na pintura a realização plástica da noção pura das formas, sem artifícios, apresentadas em movimento.
 Esta pintura caracteriza-se pelo emprego das formas geométricas, construídas pela cor. A paleta cromática é restrita, constituída por cores primárias e secundárias, pelo branco e pelo negro, dois pólos de não cor: o branco significa o princípio e o negro, o fim.
 Movimento artístico holandês, iniciado em 1917, por Piet Mondrian e Teo van Doesburg.
 Esta corrente preconizou uma arte pura, clara e objectiva, não ilusória e não representativa e como tal antinaturalista, que utilizou formas geométricas (quadrados, rectângulos), estáticos, pintados de branco e preto ou com cores primárias, limitadas, quase sempre, por linhas verticais e horizontais a negro, formando planos geométricos puros e ortogonais
 Estas características estilísticas procuravam alcançar uma nova visão da arte, marcada pela objectividade, pela perfeição das formas e pelas composições quase matemáticas, anulando o carácter intuitivo e emocional que se tinham revestido as obras do abstraccionismo lírico.



Piet Mondrian, Quadro II, 1921, óleo sobre tela, 90X60cm

Ruptura na concepção estética:

 rejeição do convencionalismo académico da pintura figurativa e criação de novas linguagens artísticas;
 autonomia da obra de arte em relação à realidade concreta;
 libertação do artista no processo de criação;
 recusa de qualquer noção de subjectividade ou de emotividade.


Casimir Malevitch, pintura suprematista, 1917
Inovação temática, formal, cromática e técnica:

 linguagem puramente plástica, abstracta, matemática e racional;
 formas geométricas simples; linhas verticais e horizontais a negro que se cruzam em ângulos rectos (rectângulos e quadrados);
 planos geométricos puros e ortogonais;
 jogo cromático – cores primárias (vermelho, amarelo e azul) e neutras (preto, cinza e branco);
 exploração da assimetria;
 abandono da tridimensionalidade



SURREALISMO



Salvador Dali, A Persistência da Memória, 1931, óleo sobre tela, 24,1 X 33 cm


 Movimento que se estendeu a vários campos da actividade intelectual: literatura, cinema, fotografia e artes plásticas.
 André Breton foi o seu principal teórico, tendo escrito o Manifesto Surrealista. Nas artes plásticas, destacam-se os nomes de Dali, Ernst e Magritte. No cinema, Buñuel com o Cão Andaluz que conta com a participação de Dali, e na fotografia, Man Ray, representa o melhor exemplo.
 Este movimento iniciou-se em França por volta de 1919, tendo-se expandido rapidamente por toda a Europa e América.
 O nome do movimento foi atribuído pelo poeta Apollinaire, em 1917, que utilizou o termo pela primeira vez aquando da representação do bailado Parade, de Eric Satie, levado à cena pelos Ballets Russes, em Paris.
 Em termos conceptuais, o Surrealismo surgiu, à semelhança do movimento Dada, como reacção à cultura e à civilização ocidental e a tudo o que ela invocasse, em particular o racionalismo e o convencionalismo. A estes valores opuseram outros, como os da liberdade e da irracionalidade, através de obras que utilizassem o sonho, a metáfora, o inverosímil e o insólito, contribuindo, no seu entender, para a elevação do espírito separando-o da matéria.
 As obras do surrealismo eram executadas à margem da razão, sem quaisquer moralismos e sem preocupações estéticas conscientes. A associação de ideias era feita sem a procura de sentido e desencadeada livremente, segundo técnicas básicas que punham em prática o automatismo psíquico.
 Privilegiaram o mundo da magia e de todas as formas alheias à racionalização do mundo ocidental, atacando o senso comum



René Magritte, Golconda, 1953, óleo sobre tele, 81 X 100 cm

Estrutura estética e mensagem

 Na pintura, aplicaram-se os ensinamentos de Freud e da Psicanálise, onde se procurou descobrir o universo onírico (sonhos) do homem e o inconsciente humano.
 Os surrealistas afirmaram que o pensamento é automaticamente coordenado pelo inconsciente. Assim, as obras surrealistas são dominadas pela expressão da interioridade nos seus níveis mais recônditos do inconsciente, considerada a realidade mais autêntica.
 Estes pintores advogavam a utilização de substâncias do foro psicotrópico, que libertariam o inconsciente, tendo em vista a produção de uma arte sincera e autêntica, reveladora da verdadeira condição humana. Uma das técnicas consistia em escrever ou desenhar em estado semi-hipnótico, sob a influência do álcool, da fome ou da droga que provocam alucinações.
 Outra das técnicas eram os discursos escritos ou ditados durante o sonho, ou relatos de sonhos, outra técnica ainda era formada por jogos que consistiam na junção e escritas simultâneas de várias pessoas – perguntas e respostas ou partes de uma mesma proposição, de modo a obterem efeitos surpreendentes ou desconcertantes.



Juan Miró, O Caçador, óleo spbre tela, 64 X 100,3 cm
Estrutura formal

 Os seus principais pintores foram Salvador Dali, Juan Miró e Magritte, Paul Delvaux
 O Surrealismo não apresenta nenhum quadro formal ao nível técnico, pode apresentar um traço rigoroso e seguro da pintura académica, ou uma expressão abstracta ou tendencialmente abstracta, ilógica e casual, ou ainda uma tendência mais simbolista, de carácter metafísico.

Estrutura formal: alguns exemplos
Plasticamente utilizaram técnicas dadaístas como o assemblage, a colagem, o frottage, o grattage e o dripping.
Frottage – técnica que consiste em colocar o papel sobre uma tábua de madeira com bastantes veios, sobre o qual se passa um lápis de carvão. Assim, aparecem riscos sombreados que são os veios da madeira. O mesmo que decalque.
Assemblage – reunião de diversas técnicas e materiais, muitos deles coladas, na mesma obra, quer seja pintura ou escultura.
 Muitas vezes, nomeadamente, em Salvador Dali, vê-se uma tendência para o tratamento de objectos de forma realista em situações fantásticas e mágicas.
 Alguns autores elaboraram colagens e assemblages, entre outras técnicas. Cada um procurou inspiração à sua maneira, libertando o seu inconsciente
Dripping – técnica que reside no gotejar da tinta e no aproveitamento do movimento repetitivo no braço.
Grattage - é uma técnica que consiste em provocar vários cortes (gretas) na tinta, criando um efeito de relevo, texturado e de aparência tridimensional.

Duas tendências dentro da corrente Surrealista:

Tendência clássica
Principais autores:
 Salvador Dali
 Juan Miró
 Paul Delvaux
 Ives Tanguy

Tendência mais abstratizante e simbolista
Principais autores:
 Juan Miró
 Francis Picabia
 Marc Chagall
 Man Ray
 Pablo Picasso
 Paul Klee

Os seus primeiros trabalhos, depois de sair da Academia, foram influenciados pelo Cubismo e Futurismo. Foi, contudo, quando se aproximou de Giorgio de Chirico e da sua pintura metafísica que Magritte mergulhou no surrealismo que viria a marcar toda a sua obra.
Apesar dos cerca de mil trabalhos que criou até à sua morte em Agosto de 1967, René Magritte começou apenas a ser verdadeiramente apreciado nos anos 60. O interesse generalizado fez com que muitas das suas telas se tornassem parte da cultura popular durante as décadas seguintes.


ACTION PAINTING
Jacksom Pollock
 Tendência relacionada com a arte do americano Jackson Pollock.
 Este autor assumiu e deu plena expressão ao conceito surrealista de automatismo psíquico – relação directa entre o inconsciente, o gesto criativo e o material pictórico como veículo do conteúdo interior.
 Recorreu a processos que favorecem a acção e o acaso.



Jacksom Pollock, Forma Livre, óleo sobre tela.
 A execução pictórica, feita em grande formato, foi concebida como um verdadeiro ritual de actuação, a arte resulta da própria acção, (há um corpo a corpo entre a tela e o autor) sendo o seu resultado visual, uma densa e complexa teia de escorridos policromáticos (dripping). Com esta técnica toda a tela ficava coberta de tinta, processo designado por (all hover).
 Arte liberta da linguagem figurativa.



M.9
PREPARAÇÃO PARA O TESTE DE AVALIAÇÃO MODULAR.
(2ª Parte)
A-SABER AS PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DOS SEGUINTES MOVIMENTOS:
1 – Abstraccionismo
2 – Surrealismo
3 – Dadaísmo
B-IDENTIFICAR AS PRINCIPAIS OBRAS (APRESENTADAS EM AULA) DE: MONDRIAN; MIRÓ, KANDINSKY; MAGRITTE; DALI, MALEVITCH; POLLOCK; MARCEL DUCHAMP; RAOUL HANSMANN

Para mais informações ou para esclarecer duvidas,
enviar e-mail para:
Professor António Vaz Gonçalves

Pritzker 2012 para Wang Shu é um sinal para o futuro da arquitectura na China

Wang Shu
Pouco conhecido fora do seu país, Wang Shu mostra com a sua obra que o que se constrói na China "é mais do que a produção em massa da banalidade", diz um dos membros do júri.
O prémio Pritzker 2012 foi atribuído a uma obra que "abre novos horizontes ao mesmo tempo que ressoa com o lugar e a memória" - foi com estas palavras que o júri daquele que é considerado o Nobel da arquitectura justificou ontem a escolha este ano do arquitecto chinês Wang Shu.
 
Jovem, com apenas 48 anos, e com obra construída unicamente na China, Wang Shu - que fundou com a sua mulher, Lu Wenyu, o atelier Amateur Architecture Studio - é um arquitecto relativamente pouco conhecido fora do seu país. 
Museu de História de Ningbo, 2003-2008Lv Hengzhong

"É bastante inesperado", comenta Ricardo Carvalho, crítico de arquitectura do PÚBLICO. Mas, lembra, "também Eduardo Souto de Moura [o arquitecto português que recebeu o Pritzker de 2011] era conhecido apenas num certo meio, entre arquitectos, e Wang Shu tem um pouco o mesmo perfil. São prémios a falar de uma outra visão sobre o mundo, de uma qualidade local e não necessariamente que sirva a qualquer lugar."

Trata-se de um prémio que "tem claramente a ver com o momento chinês", e que é, ao mesmo tempo, "uma crítica a esse momento". Isto porque, quando se olha para a obra de Wang Shu, percebe-se claramente que "no contexto chinês ela é muito diferente da espectacularidade e do kitsch" de muito do que se tem construído naquele país, "é muito mais arcaica, com a ambição de ser perene".
 
Biblioteca da Faculdade de Wenzheng, 1999-2000Lu Wenyu

O júri do Pritzker - presidido por lorde Palumbo e que integrava, entre outros, o arquitecto chileno Alejandro Aravena, o chinês Yung Ho Chang, a britânica Zaha Hadid, Pritzker de 2004, e o australiano Glenn Murcutt, Pritzker 2002 - assume isso mesmo: "O facto de ter sido escolhido um arquitecto chinês supõe um importante passo no reconhecimento do papel que a China vai desempenhar no desenvolvimento dos ideais arquitectónicos. Além disso, o êxito do urbanismo chinês nas próximas décadas será importante não só para a China mas para o mundo inteiro."

Aravena di-lo claramente: "Há questões significativas ligadas ao recente processo de urbanização na China - se deve ser ancorado na tradição ou se deve olhar para o futuro. Como em qualquer grande arquitectura, o trabalho de Wang Shu consegue transcender esse debate produzindo arquitectura que é intemporal, profundamente enraizada no seu contexto e no entanto universal." E Yung Ho Chang reforça a mesma ideia ao afirmar que a obra de Wang "mostra que a arquitectura na China é mais do que a produção em massa da banalidade que responde ao mercado e de reproduções do exótico."

Museu de História de Ningbo, 2003-2008DR
Para se conhecer a arquitectura de Wang Shu é necessário ir à China e, sobretudo, à região de Hangzhou, onde está a maioria dos trabalhos - entre os mais conhecidos conta-se o Museu Histórico de Ningbo, um edifício em pedra, com pequenas aberturas rasgadas de forma incerta, e uma estrutura "quebrada" em vários pontos. É um edifício com "uma dupla condição", descreve Ricardo Carvalho. "Tem formas perfeitas mas ao mesmo tempo parece quase inacabado." 

Pavilhão Ningbo Tengtou, Expo de Xangai, 2010Lu Wenyu

Trabalho artesanal
Autor dos pavilhões da China na Expo de Xangai e na Bienal de Veneza de 2006, Wang Shu fez vários edifícios públicos, entre os quais o Campus Xiangshan da Academia Chinesa de Arte, mas também as delicadas casas sobre água conhecidas como Five Scattered Houses, em Ningbo.

Wang Shu tem uma relação muito próxima com o trabalho dos artesãos. Nascido em 1963 em Urumqi, na província de Xinjiang, filho de um músico e carpinteiro amador e de uma professora, parecia destinado a ser artista plástico ou escritor. Mas os pais aconselharam-no a estudar ciências ou engenharia e ele optou por uma via intermédia - a arquitectura. Depois de se formar, foi trabalhar, no início dos anos 90, com artesãos e construtores para aprender tudo sobre técnicas de construção, sobretudo na recuperação de casas antigas.

La Fura dels Baus

Le grand macabre de La Fura dels Baus

La Fura dels Baus é um grupo teatral catalão fundado em 1979, Barcelona, conhecido por seu teatro urbano e uso de técnicas incomuns, destruindo as fronteiras que separam plateia e actor. "La Fura dels Baus" em catalão significa vermes dos esgotos.

Milhares encheram o Largo do Toural, em Guimarães,  para ver os Fura dels Baus


A História
La Fura dels Baus foi fundado em 1979. Desde meados dos anos 1990, La Fura dels Baus tem diversificado seus esforços criativos, focando em áreas de drama, teatro digital e teatro de rua, projectos de performance de teatro contemporâneo, ópera ou produzindo grandes eventos corporativos. La Fura produziu a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 1992 em Barcelona, que foi transmitida e assistida ao vivo por mais de 500 milhões de espectadores. Depois deste primeiro macro show, companhias tais como Pepsi, Mercedes Benz, Peugeot, Volkswagen, Swatch, Airtel, Microsoft, Absolut Vodka, Columbia Pictures, Warner Bros, o Porto de Barcelona, Telecom Itália ou Sun Micros-systems têm financiado o grupo para produzir macro shows promocionais para elas ao redor do mundo.

La Fura dels Baus em 2004

De 2000 a 2010, La Fura dels Baus apresentou-se como teatro de rua, estes esforços se desenvolveram em direcção a um conceito de teatro que combina um largo alcance de recursos de palco baseado na ideia clássica de um show completo. A principal contribuição de La Fura foi aproximar seus shows, encorajando o público a tomar uma parte activa em áreas tradicionalmente reservadas para o público e adaptando seus ensaios para os elementos mais arquitectónicos encontrados nos espaços em que cada performance toma lugar. Esta mistura de técnicas e disciplinas cristalizou-se sob o termo "linguagem La Fura", um termo que tem também sido usado para definir o trabalho de outras companhias de teatro. Noun (1990), MTM (1994), Manes (1996), ØBS (2000), Matria 1-Tetralogíaetc. O conceito particular de shows desenvolvido por La Fura dels Baus é mostrado em suas performances de larga escala tais como "L’home del mil.leni", para celebrar o novo milénio em 2000, que teve um público de mais de 20.000 em Barcelona e A Divina Comédia apresentada em Florença com mais de 35.000 espectadores, La Navaja en el Ojo que abriu a Bienal de Valência, que atraiu um público de mais de 20,000 ou Naumaquia 1- Tetralogía Anfíbia- El Juego Eterno, que teve um público de mais de 15.000 espectadores no Fórum de les Cultures de Barcelona.


Um número de cursos e workshops têm treinado actores em "linguagem La Fura". A companhia tem incluído novas tecnologias em seu trabalho, em Work in Progress (Trabalho em Progresso), 1997, por exemplo, um show on-line show que pôs performances simultâneas em diferentes cidades em um ambiente de teatro digital.


La Fura dels Baus @ Dreams In Flight

Teatro 
 O potencial oferecido por cena ou teatro de estilo italianotem também sido o assunto de intensa experimentação por La Fura dels Baus. A companhia tem usado recursos, tais como vídeo e outras plataformas de multimédia baseadas em imagem ou criação de seus próprios conjuntos de palco, desenhando em sua experiência em outras áreas do teatro, para trazer sua ideia para drama para encorajar o público a participar, embora neste caso do conforto de seus assentos.


 
La Fura dels Baus tem também trabalhado no incomum e sempre arrisca em áreas de drama ou teatro de estilo italiano, tal como F@ust 3.0, um show que examina o trabalho clássico de Goethe, Ombra, uma reinterpretação de vários textos de Frederico García Lorca ou XXX, uma versão da Filosofia de De Sade no Boudoir que encerrou em Outubro de 2004 sua tour internacional, depois de quase 3 anos.


 
Estes shows são baseados nas características que têm tradicionalmente definido o trabalho de La Fura dels Baus certo do começo: uso de pontos de encontro incomuns, música, movimento, aplicação de materiais naturais e industriais incluindo novas tecnologias e a participação activa do público no show. Esta aproximação em relação ao teatro tem significado que a companhia tem também gerenciado atrair um público que não é usualmente frequentador de teatro.







O barco Naumon
NAUMON é o barco de La Fura dels Baus, um centro de performances artísticas flutuante, que tem passado em portos de cidades como Barcelona, Sardenha, Porto, Beirute, Taipé, Newcastle ou Haifa trazendo consigo vários containers artísticos, educacionais e culturais. Incluindo os shows NAUMAQUIA, SUB, TERRAMAQUIA e MATRIA

La Fura dels Baus


J. Pollock | M9


Pintor americano, expoente máximo do expressionismo abstracto: “ Quero expressar os meus sentimentos mais do que ilustra-los…” Foi considerado um dos mais importantes personagens da pintura pós-guerra em todo o mundo. Iniciou o estudo da pintura no Art Students League em New York sob o apoio do pintor Thomas Hartbentoen. Foi de inicio e na década de 1930( e como a grande maioria dos pintores em principio de actividades) Interprete do figurativo mas posteriormente do surrealismo.Teve grande influencia de pintores muralistas mexicanos (Rivera e Orozco). De 1938 a 1942 trabalhou para o projecto de arte federal. 








Foi a partir de 1947 que Pollock iniciou a sua acção influenciada pelo movimento surrealista do automatismo psíquico( expressão directa do inconsciente). Foi também influenciado pelo cubismo do Picasso e do pos cubismo de Miró com toques de kadinsky. Aventurou-se a partir de então num estilo completamente abstracto, utilizando materiais inovadores :mistura de areia ,vidros quebrados, pedaços de madeira que eram manipulados utilizando latas de tinta furadas e derramada sobre telas imensas no chão por onde se passeava , provavelmente com uma entrega total em relação á sua obra .“No chão estou mais `a vontade, sinto -me mais próximo da minha pintura”( E de facto estava em cima e por dentro da sua pintura)


                  
                Number 8, 1949
               Neuberger Museum, State University of New York




Foi sugerido que Pollock teria também sido influenciado pelo índio americano (mistura de areia fina) Mas mais importante do que falar da obra, influencia e datas parece- me mais interessante tentar perceber quem e o que originou esta obra tão complexa e controversa q arrastou tanta polémica em seu redor. Adolescente com problemas escolares , desde cedo, se envolveu de uma forma doente como o álcool e dele nunca se conseguiu livrar. Foi desde cedo acompanhado psiquiatricamente com frequência. De uma família pobre, era o mais novo de 5 irmãos todos pintores. Há referencias que a relação com a mãe era uma relação neurótica. Jackson pollock era um homem angustiado e atormentado com uma personalidade inquieta e psiquiatricamente desequilibrado, tento tido uma vida tumultuosa. Era alcoólico, (provavelmente compulsivo) e o facto de ter falecido precocemente ( em acidente de viação como condutor) também contribuiu para o endeusamento e a criação de um mito. Na Década de 40 conheceu Lee Krasner ,pintora abstracta talentosa com quem se casou e que o apresentou ao mundo da pintura ,finanças e artístico. Foi um grande apoio para Pollock tendo esta abandonado a carreira para apoiar o marido com a intenção de tentar resolver a sua grande dependência com o álcool, tendo curiosamente conseguido a abstinência durante 3 anos de onde resultaram as suas melhores obras. As recaídas eram sucessivas com atitudes agressivas e brutais e Lee Krasner não aguentou tendo -se separado. Pollock nunca aceitou o divorcio da mulher, tendo iniciado relação com uma jovem muito bonita, embora com agravamento da sua depressão latente, esteve também casado com Peggy Guggenheim tendo alguns dos seus quadros na sua fundação em Veneza. Pollock dizia que na sua pintura embora o parecesse não havia acasos .Dizia também que pintava paisagens, as suas paisagens interiores: ” Eu sou a natureza”.

Iniciativa aberta a todas as áreas. Quer mostrar a sua obra no CCB? Apresente uma proposta

obra de AVaz terminada em Dezembro de 2011
A Fundação Centro Cultural de Belém (FCCB), presidida desde finais de Janeiro por Vasco Graça Moura, está a convidar os agentes culturais portugueses das várias áreas a apresentarem propostas que possam vir a integrar a programação da instituição no próximo triénio de 2013 a 2015. A iniciativa, segundo Vasco Graça Moura disse ao PÚBLICO, é apoiar as produções portuguesas, não descurando a alta qualidade que o CCB exige.
Numa iniciativa inédita, o CCB convida todos os criadores portugueses, assim como produtores, operadores e agentes culturais, independentemente das suas áreas, a apresentarem propostas de projectos que se possam adequar à programação da instituição. Pela primeira vez, o CCB incita os artistas a procurarem a instituição, contrariando assim a lógica da construção da programação daquele espaço. Isto já acontecia antes com o projecto BoxNova, que se dirige a todos os coreógrafos que desejem apresentar as suas criações, e com o Belém Urbana, no âmbito do festival CCB Fora de Si.

“Aquilo que procuramos com esta iniciativa é fazer uma espécie de levantamento daquilo que existe a nível cultural”, disse ao PÚBLICO Vasco Graça Moura, explicando que a instituição “não se compromete a aceitar as propostas”, garantindo, no entanto que todas serão analisadas.

No anúncio divulgado esta sexta-feira, a FCCB escreve que este convite vai de encontro ao que está estipulado nos estatutos da instituição, que estabelecem que o CCB deve promover a cultura, em especial a portuguesa, através da “promoção de uma oferta cultural diversificada, permanente, actualizada e de alta qualidade”.

Neste sentido, o presidente da instituição ressalta que alta qualidade dos projectos é essencial. “Não vamos macaquear o CBB”, afirma Graça Moura, para quem a instituição tem uma função característica e um traço de identidade que não pode nem vai perder.

No anúncio, a instituição explica ainda que a análise dos projectos “não poderá deixar de ter em conta as dificuldades que o nosso país atravessa actualmente, devendo portanto conduzir a opções programáticas realistas e viáveis”. Vasco Graça Moura explica: “Estamos numa altura de crise, e por isso esta é uma procura de soluções que mantenham o alto nível de qualidade, sem muitos recursos financeiros”. Embora garante que existirão alguns meios financeiros para esta iniciativa.

Todos os interessados têm até ao dia 31 de Março para se candidatarem, através do site do CCB, devendo as propostas serem caracterizadas sinteticamente e acompanhadas de uma estimativa de custos, indicação de eventuais patrocínios e previsões de financiamento.

“Se, como se espera, da presente iniciativa resultarem contributos válidos para a programação das actividades da FCCB, passará ela a ser realizada todos os anos, sendo assumida como acção estruturante do diálogo com criadores, produtores, operadores e agentes culturais”, lê-se ainda no anúncio divulgado.

“Pareceu-nos muito interessante levantar este convite/desafio a todos os criadores”, concluiu Vasco Graça Moura.

MUSICA | A Arte da Guitarra | Steve Vai | Joe Satriani | Yngwie Malmsteen | John McLaughlin

Steve Vai


Steve Vai nasceu no dia 6 de Junho de 1960 em Long Island, no estado americano de Nova Iorque. Começou a ter aulas de guitarra com 12 anos de idade e seu primeiro professor foi ninguém menos que Joe Satriani. Alguns anos depois, o guitarrista seguiria os mesmos passos de seu mestre, formando-se na famosa Berklee School Of Music.
Aos 19 anos, Vai mudou-se para Los Angeles onde, após transcrever músicas complicadíssimas de Frank Zappa para partitura, convenceu o músico a contratá-lo em sua banda. Gravou seu primeiro disco solo “Flex-Able Leftovers” em 1984, chamando atenção das bandas e guitarristas em geral. Em 1985 entrou no Alcatrazz, substituindo outra lenda das seis cordas: o sueco Yngwie Malmsteen.
No ano seguinte, David Lee Roth, que havia deixado o Van Halen, convida Vai para tocar em sua banda solo. O vocalista era bastante famoso, o que proporcionou enorme crescimento na carreira de Vai, realizando grandes turnês e lançando dois discos: “Eat’ Em Smile”, em 1986 e “Skycraper” em 1988.
Em 1989, o guitarrista do Whitesnake, Vivian Campbell, sofre um acidente que o impossibilita de entrar em estúdio. “Slip Of The Tongue”, o próximo álbum do grupo, é então gravado por Steve Vai. O guitarrista ainda tocou com a banda na turnê de divulgação do disco, que foi considerado pelos fãs, um dos melhores do grupo.

Steve Vai performs "I Know You're Here" at The Fillmore Auditorium, Denver, CO. on October 20, 2003. Playing alongside Steve are The Breed: Billy Sheehan on bass; Tony MacAlpine on guitar and keyboards; Jeremy Colson on drums; and Dave Weiner on 7-string guitar.


De volta pra casa, Vai começa a trabalhar no seu segundo disco solo e, em 1990, lança “Passion And Warfare”. O álbum foi aclamado mundialmente, dando ao guitarrista o ‘status’ de “deus da guitarra”. A faixa “For The Love of God”, em especial, impressionou a todos, alternando com perfeição a técnica, velocidade e ‘feeling’.
Mesmo após todo esse sucesso, Vai resolve inovar e em 1993, gravou “Sex & Religion” com o vocalista Devin Townsend. O disco não foi um grande sucesso e o guitarrista volta às origens, com músicas instrumentais nos trabalhos seguintes: “Alien Love Secrets”, de 1995 e “Fire Garden”, de 1996.
Ainda em 96, Steve Vai entra no projeto “G3”, com seu antigo professor, Joe Satriani, e Eric Johnson. Os shows consistiam em uma apresentação individual de cada um dos músicos e uma ‘jam session’ entre os três, no fim da noite. A turnê foi registrada em 1997, com o lançamento do disco “G3:Live Concert”.
Mais um disco solo, o “The Ultrazone”, saiu em 1999 e nos anos seguintes o guitarrista continuou lançando álbuns e registros ao vivo. Em 2003, Vai volta a sair em turnê com o G3, desta vez, ao lado de Joe Satriani e Yngwie Malmsteen.
No ano de 2005, Steve Vai estreou uma peça de guitarra e violão chamada “The Blossom Suíte”, que compôs em parceria com a violinista erudita Sharon Isbin. Nesse mesmo ano sai “Real Illusions: Reflections”.
O guitarrista sempre teve um agenda repleta de compromissos. Nos últimos anos, além de seus álbuns, lançou canções para trilha de ‘games’ e participou de álbuns de diversos artistas, como Glenn Hughes, The Devin Townsend Band, Motörhead e Meat Loaf. Seu álbum mais recente, “Sound Theories”, saiu em Junho de 2007.


Joe Satriani

Satriani é reconhecido como um virtuoso guitarrista de rock pela sua habilidade invejável. Professor de guitarristas conhecidos, como Kirk Hammett e Steve Vai, Satriani gravou recentemente um álbum com Sammy Hagar (ex Van Halen), Michael Anthony (ex Van Halen) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers). Em 2008, acusou os Coldplay de o terem plagiado em "Viva La Vida", tendo um ano depois retirado a queixa.

                                          
Joe Satriani - Flying In A Blue Dream (Satriani LIVE!). 2006


Sua técnica é primorosa na execução de two-handed tapping, sweep-picking , harmônicos e efeitos extremos de whammy, sendo uma das características de sua marca de composição o uso da Teoria Pitch Axis, que ele aplica com uma variedade de modos. Satriani faz abordagens de escalas e solos de forma diferente, usando o que ele denominou de "escala linear", movendo-se em passagens extremamente técnicas. 



Satriani se enquadra na categoria dos virtuosos da guitarra que primeiramente atingiu a velocidade através de hammer-ons e pull-offs, ao contrário de guitarristas que incluem linhas com palhetadas muito rápidas e alternadas como Al Di Meola, Yngwie Malmsteen e Michael Angelo Batio. Satriani , da mesa forma que Steve Vai, Yngwie Malmsteen e outros guitarristas que incorporam velocidade e precisão técnica, tem sido criticado por aqueles que preferem estilos mais simples de composição. Seu sucesso é notável em um gênero tipicamente hostil aos músicos instrumentais. Satriani já recebeu 14 indicações ao Grammy e vendeu mais de 10 milhões de discos no mundo inteiro. Muitos de seus fãs o chamam de "Satch", uma forma abreviada de Satriani, assim como os seus amigos de muitos anos. A canção "Satch Boogie", do álbum "Surfing With the Alien" é uma das várias centenas de canções numeradas, mas sem nomes, como "Satch Boogie 1", "Satch Boogie 143", etc. Muitos guitarristas se referem a ele como "Saint Joe".



Yngwie Malmsteen



 Lars Johann Yngwie Lannerback nasceu em Estocolmo, Suécia, a 30 de junho de 1963. Guitarrista conhecido por sua incrível velocidade. Aplicando sua intensa curiosidade e tenacidade primeiro com uma velha guitarra Mosrite e depois com uma guitarra Stratocaster, Yngwie entrou na música de bandas como Deep Pueple. Sua admiração pelas influências clássicas de Richie Blackmore levaram-no a conhecer vários compositores clássicos. O primeiro álbum solo de Yngwie, ganhou uma indicação para o Grammy e várias votações em revistas como "revelação", "melhor guitarrista", etc. Seus duelos com o tecladista Jens Johansson fizeram nascer um novo estilo musical: o metal neo-clássico, mais tarde chamado deBarroque & Roll.




 

Yngwie J. Malmsteen - Concerto Suite for Electric Guitar and Orchestra in E flat Minor

As composições neo-clássicas de Yngwie alcançaram novas alturas em 1986 no álbum "Trilogy” Até os dias de hoje esse é um dos seus discos favoritos, tanto nas letras quanto musicalmente. É conhecido por inaugurar o que seria conhecido como "metal moderno” . No ano seguinte, no dia 22 de Junho de 1987, bateu seu Jaguar e passou uma semana em coma, além de perder alguns movimentos de suas mãos. Quando estava se recuperando soube que sua mãe havia morrido de câncer e percebeu que a sua única salvação era a música. O resultado foi "Odyssey", não um dos favoritos de Yngwie, mas aclamado por ser mais acessível. Da turnê desse álbum saiu seu primeiro disco ao vivo: "Trial By Fire Live In Leningrad". Depois lançou "Eclipse" ainda com um som comercial e com uma formação totalmente diferente, com músicos suecos não muito famosos. Fez muitos fãs e influenciou muitos guitarristas.







John McLaughlin
 

Antes de se mudar para os Estados Unidos McLaughin gravou o álbum “Extrapolation” com Tony Oxley e John Shurman em 1968, um álbum bem demonstrativo da sua técnica, velocidade e precisão. Mudou-se então para os EUA em 1969 para se juntar ao grupo “Lifetime” de Tony Williams. Seguidamente tocou com Miles Davis nos álbuns “In a silent way”, “Bitches brew” e “A tribute to Jack Johnson”. McLaughlin voltou para a banda de Davis por duas noites que foram gravadas e lançadas como parte do álbum ao vivo Live / Evil.  Em 1971 forma a Mahavishnu, uma banda eléctrica bastante respeitada por todo o mundo, devido à sua complexa fusão do jazz com a música indiana e o Jazz.Rock   Juntamente com Carlos Santana McLaughin foi um seguidor do guru Sri Chinmoy e em 1973 ambos colaboraram num álbum de canções de devoção intitulado “Love, devotion, surrender” que incluía também gravações de músicas John Coltrana entre as quais “A love supreme”  No início da década de 80, juntou-se a Al Di Meola e Paço de Lucia e juntos gravaram “Friday night in San Francisco”. O trio, conhecido como “The guitar trio” reuniu-se de novo em  1996 para a gravação de um álbum e conseqüente digressão mundial. Mais recentemente realizou uma digressão com “Remember Shakti”, Além do original membro dos “Shakti” Zakir Hussain, este grupo contou ainda com a a participação de eminentes músicos indianos, como U. Srinivas, V. Selvaganesh, Shivkumar Sharma e Hariprased Chaurasia.
Festival Jazz Sous Les Pommiers 14 mai 2010

17 toneladas de moedas de ouro e prata - Tesouro da fragata Las Mercedes regressa a Espanha 200 anos depois

moedas perdidas no naufrágio da Las Mercedes

As 600 mil moedas perdidas no naufrágio da Las Mercedes aterram neste sábado em Espanha (Reuters)
Esteve 200 anos perdido, mas agora o tesouro de cerca de 600 mil moedas de ouro e prata regressou a casa. Tinha-se afundado numa batalha em que a fragata espanhola Nuestra Señora de Las Mercedes foi abalroada, ao largo do Algarve.
É um tesouro de valor incalculável, 17 toneladas de moedas de ouro e prata que nesta sexta-feira partiram da Florida, nos EUA, a bordo de dois Hércules C-130 com destino a uma base militar próxima de Madrid.
Durante quase dois séculos esteve no fundo do mar, até que uma empresa norte-americana o descobriu. Depois de uma batalha judicial que já se prolongava há cinco anos regressa agora a Espanha. “Missão cumprida”, disse aliviado Jorge Dezcallar, embaixador espanhol nos EUA.
É preciso recuar até 1805 para contar a história deste tesouro. Nesse ano, a 5 de Outubro, a fragata espanhola Nuestra Señora de Las Mercedes afundou numa batalha contra uma frota britânica. E com ela afundaram as 249 pessoas que seguiam a bordo e o precioso tesouro de moedas. Uma parte pertencia à fortuna pessoal de comerciantes, recorda o El País, outra parte era da coroa espanhola.
O tempo passou, a esperança de encontrar o tesouro ter-se-á perdido. Até que, em 2007, a empresa norte-americana Odyssey anunciou ter encontrado cerca de 600 mil moedas de ouro e prata nos destroços de uma embarcação, junto ao estreito de Gibraltar, 17 toneladas de um tesouro de valor incalculável.
Em Espanha suspeitou-se que aquele era o tesouro da fragata afundada e o Ministério da Cultura pôs-se em campo para o recuperar. A Odyssey reclamava as moedas, Espanha também, e então começou uma batalha judicial nos tribunais norte-americanos pela posse das moedas, que já tinham sido levadas para os Estados Unidos.
Só no mês passado é que os juízes de um tribunal de Atlanta rejeitaram um recurso da Odyssey relativo a uma sentença que já tinha decretado a devolução do tesouro a Espanha. E, numa última tentativa para impedir a transferência, também o Governo do Peru apresentou nesta quinta-feira uma moção junto do Supremo Tribunal de Justiça norte-americano a alegar que o tesouro lhe pertence porque as moedas foram cunhadas neste país e feitas com ouro proveniente das suas minas, adiantou a BBC. Este pedido não teve resposta, e é pouco provável que venha a ser atendido.
Especialistas espanhóis foram entretanto enviados aos Estados Unidos para avaliar o estado de conservação das moedas e as trazer de volta. Os Hércules C-130 deverão aterrar neste sábado junto a Madrid com o tesouro perdido há dois séculos. “Este é um dia especialmente emotivo”, confessou Jorge Dezcallar. “Isto não é só um tesouro, é uma parte da nossa história. Se em 1804 eles não puderam regressar, pelo menos agora uma parte do seu trabalho regressará.”
O valor estimado deste tesouro ronda os 400 milhões de euros, segundo o diário espanhol ABC. A carga especial foi recolhida por um camião que foi escoltado até à base aérea de MacDill de Tampa, onde ficou na noite de quinta-feira rodeada de fortes medidas de segurança. Depois começou a viagem que terminará neste sábado e que terá uma paragem técnica na base das Lajes, nos Açores.

Obras de Júlio Pomar e Paula Rego vão a leilão

                                
Obras de Paula Rego, Júlio Pomar, Carlos Botelho e Eduardo Batarda, entre outros artistas portugueses e estrangeiros, vão a leilão no Palácio do Correio Velho, em Lisboa.

"Lucialima" (1983) de Paula Reg
Entre as obras com base de licitação mais elevada estão o acrílico sobre papel "Lucialima" (1983) de Paula Rego, por 60 mil euros, e o acrílico sobre tela "D'Un Point à L'Autre" (1974) de Júlio Pomar, por 40 mil euros.
"Monsanto", um óleo sobre contraplacado de madeira de Carlos Botelho (1899-1982), datado de 1941, vai ser apresentado com uma base de licitação de 20 mil euros, e o óleo sobre tela "Terreiro do Paço" (1956), por 15 mil euros. 

"D'Un Point à L'Autre" (1974) de Júlio Pomar
"Verniz" (1988), óleo sobre tela de Eduardo Batarda será levado à praça por 10.000 euros, e um retrato de Maria Helena Vieira da Silva pintado por Joaquim José Rodrigo (1912-1997) tem uma base de licitação de 10 mil euros.
Também estará a leilão uma obra em técnica mista sobre tela de Valente Malangatana (1936-2011), datado de 1999, com uma estimativa de 6000 euros.
Entre as mais de 400 peças vão estar também representados Dórdio Gomes, Joaquim Rodrigo, Ângelo de Sousa, Fernando Calhau, Júlio Resende, Charrua, Álvaro Lapa, Julião Sarmento, José de Guimarães, Eduardo Viana, Manuel Cargaleiro, António Sena, Palolo, Cesariny, René Bertholo, Nadir Afonso, Jorge Guimarães, Milly Possoz, Almada Negreiros, Pedro Leitão, Noronha da Costa e João Vieira.