Spencer Tunick em Munique





Auto-retrato de Da Vinci bolorento e sem remédio


O único auto-retrato conhecido de Leonardo da Vinci, tão importante que só foi exibida três vezes no século passado, pode estar em perigo. Numa das vezes em que foi mostrado ficou em mau estado e os especialistas temem que não tenha reparação.
Estudos não invasivos confirmaram o pior dos receios. A pintura está danificada e deteriorada, segundo especialistas citados pelo "Daily Mail". Restaurar seria um processo delicado e arriscado, defendem.
Trata-se de uma pintura a sanguínea sobre papel adquirida pelo rei Carlos Alberto de Sabóia, em 1839.

Para além do Impressionismo | M8



Georges Seurat, Modelo de Costas, 1887, óleo sobre madeira, 25X16cm
a) O Neo-Impressionismo
Entre as criticas feitas, na época, ao Impressionismo estava a acusação de esta pinturanão concretizar , com rigor, a teoria da cor. De facto, o imediatismo de execução da pintura impressionista tornava os seus autores negligentes e intuitivos na aplicação da cor, sobrepondo pinceladas e sujando as cores. Foi o desejo de fazer evoluir o Impressionismo no sentido do rigor na aplicação das novas teorias cientificas da cor que originou o Neo-Impressionismo.

Este surgiu das reflexoes de Geoges Seurat (1859-1891) que "descobriu" um novo método de exucução que consistia em reduzir as pinnceladas a pequenas manchas arredondadas - que evoluiram para minusculos pontos (pontilhismo) - de cor pura não misturada (divisionismo), a cientificamente colocadas umas ao lado das outras de acordo com a lei das complementares. Estas manchas cromáticas deveriam misturar-se, a uma certa distância, no olho do observador.
Com este método, reflexivo e seguro, a representação do instante luminoso passou a ser elemento secundario do quadro, aumentando, em contrapartida, o jogo da harmonia -  o ritmo, a simetria e o contraste.
Os temas continuam a ser os da vida citadina, das paisagens maritimas e das diversoes, tratados em grandes telas, executadas em ateliers a partir de estudos ao ar livre. O desenho é requintado e severo conferindo individualidade plástica a cada figura; a expressividade é de grande tranquilidade e irrealidade.
Para alem de Seurat, distinguem-se no Neo-Impressionismo Paul Signac (1863-1935), seu discipulo, e Pissaro, que aplicou o divisionismo-pontilhismo em algumas obras.
Van-Gogh, A noite estrelada, 1889, óleo sobre tela, 73,5X92 cm
b) O Pós-Impressionismo
O Pós-Impressionismo designa, a posteriori, um periodo artistico que se estende, grosso modo, entre 1880 e 1900, onde se cruzam diferentes tendencias e diferentes autores, na busca de novos caminhos para a arte. Estes derivam do Impressionismo na medida em que separam a pintura da representação mimética da Natureza e negam a necessidade de associar a qualquer mensagem ou conteudo objectivo; interpretam-na antes pelos seus valores materiais especificos - os da cor e da bidimensionalidade. Contudo, criticam os impressionistas pela superficialidade da sua análise ilusionistica da realidade, procurando evoluir para além dela.
Comedores de Batatas, 1885
Um dos contributos mais significativos foi dado por Van Gogh (1853-1890). Nascido na Holanda, iniciou a sua carreira como pintor por um realismo expressionista, como em Os Comedores de Batata (1885). Em 1886 veio para Paris onde, sob influencia de Delacroix e dos impressionistas aprendeu a pintar em cores claras e vibrantes. 
Van Gogh, a Igreja sur Auvers sur Oise, 1890, óleo sobre tela, 94X74,5 Cm
Os ultimos dois anos da sua carreira passou-os na Provença, no Sul de França, e foi ai que encontrou o seu caminho pessoal, na pintura. A vasta obra que deixou define-o como um pintor de desenho anguloso e deformante, cores contrastadas (contrastes simultaneos de cor) e arbitrárias, formas sinuuosas e flamejantes que resultam essencialmente da sua pincelada larga e pontilhada, arrastada e matérica, que incute a toda a sua pintura uma intencionalidade marcadamente expressiva.
Van Gogh, Esplanada de Café á noite, 1888, óleo sobre tela, 70X89 cm
De facto, Van Gogh foi o pintor da angustia da vida, da genialidade e da locura. Personificou a Natureza, atribuindo-lhe estados de alma, visiveis nas suas obras.
Paul Cézanne (1839-1906)
Outro pintor deste periodo foi Paul Cézanne (1839-1906). Aprendeu com Pissaro a técnica  e a estética impressionista, mas rapidamente abandonou em favor de uma pintura  mais reflexiva apoiada na analise detalhada, lenta e laboriosa da luz e da forma ajustando as cores e os tons com grande rigor para, como ele próprio disse: "Do Impressionismo [...] fazer algo de tão sólido e duradouro como a arte dos museus". Na sua pintura - expressa em numerosas paisagens, naturezas-mortas e retratos - associou a luminosidade Impressionista ao rigor da forma e do volume, apercebendo-se que por debaixo da capa exterior das coisas existia um esqueleto sólido que não muda com os cambiantes atmosféricos e que era dado pela geometria: "Tudo na Natureza se modela com esferas, cones e cilindros", disse ele.
Paul Cézanne, A Montanha de Sainte-Victoire, 1904-1906, 71X72 cm
A técnica que utilizou baseava-se na cor, aplicada com pinceladas curtas e finais, orientadas na justa e correcta posição (como os sombreados no desenho), adaptando e corrigindo a Natureza de forma a encontrar o equilibrio e a sua adequada colocação na tela. Apesar de ter executado numerosas paisagens -  entre as quais várias vistas de Montanba de Saint-Victoire -, foi na figura humana que concentrou toda a construção arquitectural das suas composições.
Cézanne, O Rapaz de Colete Vermelho, óleo sobre tela, 79,5X64 Cm
Com a sua inovadora concepção de arte, Cézanne consegue uma pintura plena de autonomia em relação ao motivo que gerou, e cujo sentido de construção seria o ponto de partida para certos movimentos do inicio do seculo XX, como o Cubismo.
Paul Gauguin, 
Uma das tendências artisticas mais importantes deste periodo foi a do Simbolismo, corrente que marcou a arte europei (literatura, artes plásticas e música) principalmente após 1886, data em que o poeta francês Jean Moreás oficializou o Simbolismo na literatura com a publicação do seu "Manifesto".
A arte simbolista aparece como reacção contra o percurso representativo e objectivo da arte vigente - o Naturalismo, o Realismo e o Impressionismo -, valorizando, em oposição, o mundo subjectivo e a interioridade, alcançados pela sublimação da realidade visível. Neste sentido, o Simbolismo repousa as suas raízes próximos no misticismo romântico e nas concepções plásticas dos pré-rafaelistas.
Paul Gauguin, O Cristo Amarelo, 1889, óleo sobre tela, 92X73 Cm
A pintura simbolista baseou-se em estados anímicos e nos sonhos e fantasias, separando definitivamente a Arte da representação da Natureza. Nos quadros simbolistas, os conteúdos - históricos, literários, mitológicos, religiosos, filosóficos ou do quotidiano - eram usados como simbolos, isto é como indicios ambiguos  possuem significados próprios e não reproduzem a realidade natural, mas a realidade espiritual. Por isso abandonaram a pintura de ar livre e praticaram uma arte que não foi fiel ao motivo que lhe deu origem.
Paul Gauguin (1848-1903)
O Simbolismo da segunda metade do século XIX não possui unidade estilistica, abarcando vários grupos de autores. Uma das variantes do Simbolismo foi a corrente criada pelo francês Paul Gauguin (1848-1903).
Guaguin conviveu, em Paris, com os impressionistas e foi iniciado na pintura, tardiamente, por Pissaro. Teve contactos com Cézanne e Van Gogh, mas apesar disso evoluiu na sua arte de modo muito pessoal, reflectindo influências das estampas japonesas e da arte mediaval do vitral na simplificação/sintetização das formas, fechadas pela linha de contorno a negro (cloisonnisme),e preenchidas com cores com cores planas, isto é, sem modelado.
Estas caracteristicas provêm  da sua admiração pelas formas da arte primitiva, ligada a modos de  vida mais simples e ancestrais que Guaguin valoriza face à complexidade das sociadades industrializadas da Europa. Foi a procura da pureza original na vida e na Arte que o levou, primeiro, até à aldeia de Pont-Aven, na Bretanha, onde trabalhou com uma comunidade de pintores aí instalada e, posteriormente, até às ilhas da Polinésia francesa, no Pacífico, onde se estabeleceu até à sua morte. Foi, por isso, o pintor da evasão, da recusa da vida moderna, do exotismo.
Na sua pintura praticou temas retirados da Natureza, mas uma "natureza" orquestrada pelo pintor, explorando o seu caracter alegórico, simbólico, ídilico ou mistico e sujestivo. Este carácter era conferido pelas cores, antinaturalistas, simbólicas, alegóricas e exóticas.
Para Gauguin, a pintura não é a cópia da realidade, mas sim a sua transposição mágica, imaginativa e alegórica. São estas as caracteristicas que fazem deste pintor um simbolista na verdade acepção do termo. A sua arte, que deve reflectir mais do que o aspecto exterior das coisas, serve para revelar o mundo do espirito , dos mitos e da magia . A pintura desenvolvida por Gauguin foi partilhada pelo grupo de artistas que com ele trabalhou na Bretanha - nas aldeias de Pont-Aven. 
Resumo:
O Simbolismo da segunda metade do século XIX teve em pintores independentes como Puvis de Chavannes, Gustave Moreau e Odilon Redon alguns das seus principais figuras.
Chavannes distingiu-se pelas suas obras antinaturalistas e abstractas, Moreau pelo seu uso da cor e temáticas literárias/religiosas e Redon pelo carácter poético e ao mesmo tempo oculto do seu trabalho (o mais simbolista dos simbolistas).
Outro conjunto que se destacou foi o Grupo dos Nabis, pintores decididos a romper em definitivo com o Impressionismo e a preparar o século XX. Estes pintores adoptaram formas simplificadas e decorativas, imagens sintéticas e cores puras, tocando não apenas na pintura mas também na cenografia, na ilustração e nos cartazes, recorrendo a temas intimistas.

Suzanne Valadon deToulouse-Lautrec
Outro nome incontornável do Pós-Impressionismo é, sem dúvida, Toulouse-Lautrec, pintor da vida boémia de Paris. Lautrec partilhou características com os Impressionistas, mas o gosto destes pela pintura de ar livre separou-os. Foi infuenciado pelas estampas japonesas e pelo desenho delicado e linear de Degas, aproximando-se também de Gauguin no uso da bidimensionaidade. Em termos de temática, inspirou-se, naturalmente, na vida boémia parisiense, usando muitas vezes prostitutas e bailarinas como personagens, sempre de forma crítica e brutal.

Auguste Rodin
A escultura, arte inevitavelmente mais lenta e agarrada ao academismo, teve no francês Auguste Rodin o grande inovador do século XIX. Admirador de Miguel Ângelo, herdou deste o gosto pela figura humana e assumiu-se, principalmente, como um excepcional modelador, contrapondo formas lisas e polidas dos corpos de pedra rugosos. As suas peças modeladas, nem lisas nem polidas, revelam-se com superfícies que absorvem a luminosidade e criam uma ilusão de força, dinamismo e vitalidade. Rodin preocupava-se em captar, emocionalmente, a essência dos seus modelos.
As suas principais obras incluíram estátuas individuais (O Pensador), grupos escultóricos (Os Burgueses de Calais), relevos (Porta do Inferno) e fragmentos anatómicos elevados à categoria de obra completa. Rodin tem sido, por isso, considerado um realista, um simbolista, um expressionista e até um impressionista. Foi, acima de tudo, um pintor ímpar e revolucionário, que mudou a escultura.
Na sequência de perturbações ao país, a segunda metade do século XIX e as primeiras décadas do XX ficou marcada por uma estagnação que se reflectiu na Arte, atrasando a chegada de novas correntes. Na pintura, o Naturalismo, sentimental e romântico, que fazia a ponte entre o Romantismo e o Modernismo, manteve-se a corrente mais aceite, trazida para Portugal por bolseiros como António Carvalho da Silva Porto e João Marques da Silva Oliveira, que haviam estudado em França e mantido contacto com realistas e impressionistas. 

Obra de Caravaggio apresentada após restauro

 Ressurreição de Lázaro, obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610)
Uma pintura que se crê datar de 1609 foi submetida a sete meses de trabalhos de recuperação e está até meados de julho em exposição em Roma, antes de regressar à Sicília
A cidade de Roma pode agora ver A Ressurreição de Lázaro, obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610) que se crê ter sido pintada em 1609, quando o pintor teria 38 anos de idade. Após a conclusão dos trabalhos de restauro, que se prolongaram durante sete meses, a pintura está agora em exposição no Palazzo Braschi, na Piazza Navona até meados de julho, altura em que será devidamente acondicionada e transportada de regresso à Sicília.
Esta não foi a primeira vez que o quadro foi submetido a trabalhos de restauro. Numa conferência de imprensa citada pela BBC, a restauradora Anna Maria Marcone adiantou que uma das tarefas mais difíceis dos trabalhos se deveram ao esforço envolvido para reparar os estragos feitos durante um primeiro restauro, que data de 1670.

WILLEM de KOONING......................................... (Roterdão, 24 de Abril de 1904 – Long Island, 19 de Março de 1997) | Pintor Expressionista Abstracto. | M9



Os Pais de Willem de Kooning, Leendert de Kooning e Cornelia Nobel, divorciaram-se quando ele tinha cerca de cinco anos de idade. De Kooning foi criado pela sua mãe e seu padrasto. A sua formação artística incluiu oito anos na Academia de Roterdão de Belas Artes e Técnicas. Nos anos 1920 Willem trabalhou como assistente do director de arte de um departamento de Rotterdam Store. De Kooning era um dos trinta e oito artistas escolhidos a partir de um convite geral a Nova York para desenhar e pintar 105 murais públicos na Feira de 1939 Mundial de Nova York. O seu colega muralista, David Margolis relatou mais tarde as suas 1932 viagens a Savoy Ballroom e "o grande interesse no Jazz" de De Kooning.

Aos 21 anos, em 1926, embarcou clandestinamente para os Estados Unidos. Instalou-se em Nova Iorque e viveu de pequenos expediente. Descobriu Greenwich Village, o bairro dos artistas, e ligou-se aos primeiros pintores abstratos americanos, decidindo, em 1935, dedicar-se inteiramente à pintura. Em 1937, juntou a partícula "de" ao seu nome para o tornar mais acolhedor. Conheceu Arshile Gorky, com quem partilhou um atelier em 1947 e, tal como ele, se interessava pela pintura abstracta mais que pela figurativa. Graças aos seus conselhos, de Kooning « aprendeu a manter uma forma plana, dando a ideia de um volume ». Ambos foram inspirados por Joan Miró e Pablo Picasso. Em abril de 1948 expôs pela primeira vez sozinho, na Charles Egan Gallery. 

Em 1950 lançou uma série sobre as mulheres intitulada « Women », e representando Marilyn Monroe, seguida de outra série sobre os negros dos Estados Unidos. Começou-se a falar do "rosa de Kooning". em 1961 instalou-se num grande atelier em East Hampton. Recusou categoricamente pertenças ou afiliações a movimentos artísticos, pois segundo o que deixou escrito: « le style est une supercherie. [...] C'était une idée affreuse de chercher, comme Van Doesburg ou Mondrian, à produire, de toute pièces, un style. » É porém catalogado como artista do expressionismo abstracto. Em 1989, atingido pela doença de Alzheimer (que o levaria a uma invalidez), continuava a pintar e a expor. Morreu em Nova Iorque aos 92 anos.

2.000 pessoas visitaram Fundação José Saramago


Cerca de 2.000 pessoas visitaram a Fundação José Saramago, em Lisboa, na quarta-feira, dia da abertura da sede, instalada na Casa dos Bicos, com uma exposição sobre a vida e obra do Nobel da Literatura.
De acordo com uma nota de imprensa hoje divulgada pela Fundação Saramago, no dia da inauguração, marcado por uma cerimónia com a presença de várias personalidades da área da cultura e da política, cerca de 2.000 pessoas, portugueses e estrangeiros, visitaram o espaço.



As portas da nova sede da Fundação Saramago abriram-se ao público em geral a partir das 14:00 de quarta-feira, e, segundo a mesma fonte, "a enchente da primeira tarde foi tal, que se tornou necessário fechar as portas antes da hora normal".
Devido à grande afluência de público no primeiro dia, a Fundação prevê que "o número de visitantes seja muito elevado nos próximos dias".
Até ao final de Junho, as entradas serão gratuitas, e a partir de Julho passarão a custar três euros para os visitantes nacionais, e entre cinco a seis euros para os visitantes estrangeiros.



A partir de hoje, o horário de abertura ao público será das 10:00 às 18:00 (com última entrada às 17:30) nos dias úteis, e das 10:00 às 14:00 (com a última entrada às 13:30) aos sábados, indica a entidade.

MÚSICA | David Byrne e St. Vincent gravam álbum em conjunto


David Byrne e St. Vincent
Intitulado 'Love This Giant', o disco será lançado no próximo dia 11 de Setembro
Depois de terem gravado uma canção juntos em 2009 para o projecto 'Here Lies Love', agora David Byrne e St. Vincent anunciam o lançamento de um álbum gravado em conjunto.
De acordo com o site da revista britânica New Musical Express, o disco, intitulado 'Love This Giant', será lançado a 11 de Setembro.


A colaboração entre o ex-Talking Heads e Annie Clark (o nome de baptimo de St. Vincent) não se ficará pelo lançamento do álbum, já que os dois músicos vão andar juntos em digressão durante os meses de Setembro e Outubro. Para já ainda só foram avançadas datas de concertos nos EUA.

Versalhes proíbe lustre de tampões de Joana Vasconcelos


Joana Vasconcelos é uma das mais conceituadas artistas portuguesas da actualidade Fotografia © Leonardo Negrão - Global Imagens

"A Noiva" não foi considerada adequada para ser exposta no palácio de Versalhes em França
A Noiva foi uma das primeiras peças em que Joana Vasconcelos pensou quando foi convidada para expor em Versalhes, ela que vai ser a primeira mulher a ter tal honra e a primeira portuguesa. O lustre de tampões, que é uma das suas obras emblemáticas, adequava-se, no entender de uma das mais conceituadas artistas contemporâneas da actualidade, como nenhuma outra à estética do palácio francês, ao luxo do local, ao cunho que vai dar a toda a sua exposição.


Mas a peça foi "censurada". Joana Vasconcelos apenas explica que lhe disseram que não se adequava ao local. Não ficou chocada porque não é a primeira vez que o seu lustre é recusado. "A Noiva tem o condão de ficar solteira", brinca mesmo, dizendo apenas que esta recusa prova que "há ainda muita coisa para fazer" enquanto o tampão for "um objecto vetado pela sociedade" e sinta que há "locais" onde "não é correcto" ser apresentado, porque significa uma libertação da mulher (ler entrevista completa na revista Notícias Magazine de hoje).
A exposição, que inaugura no dia 19, contará, contudo, com outras peças importantes na carreira de Joana Vasconcelos, como os sapatos Marilyn, feitos de panelas e tampas das mesmas, ou os Corações Independentes, o vermelho e o preto, feitos com garfos de plástico a imitar filigrana. E, claro, a artista criou várias outras instalações com as quais espera surpreender um público sempre muito exigente: um helicóptero de plumas dourado, a Perruque, um móvel tipo ovo Fabergée, feito na Fundação Espírito Santo, coberto de postiços de cabelo que irá para o quarto de Maria Antonieta; o Vitral, uma tapeçaria gigante, feita na fábrica de Portalegre; as três Valquírias, peças que ficarão suspensas sobre a sala das Batalhas, cobertas com vários tecidos (a Royale Valquíria, com tecidos de Versalhes, a Golden Valquíria, toda dourada, e a Rural Valquíria, com tecidos de Nisa), e ainda estátuas de leões tapados de renda vinda dos Açores.
Joana Vasconcelos visitou várias vezes Versalhes e contou com uma equipa de cerca de cem pessoas (incluindo os artesãos nacionais) para montar esta exposição, que inaugura dia 19.

Obra de Rothko vendida por 66,7 milhões em leilão | M10

"Laranja, vermelho, amarelo", de Mark Rothko,  
A obra "Laranja, vermelho, amarelo", do pintor norte-americano Mark Rothko, foi vendida na terça-feira por 86,8 milhões de dólares (66,8 milhões de euros) num leilão de arte contemporânea e do pós-guerra da Christie's, em Nova Iorque.
Outra das estrelas do leilão foi a obra "FC 1", a última de Yves Klein (1928-1962), antes de morrer aos 34 anos, que foi arrematada por 36,4 milhões de dólares (28 milhões de euros).



Já o "Número 28, 1951" de Jackson Pollock (1912-1956) foi vendido por 23 milhões de dólares (17,7 milhões de euros) e a obra "Onement V", de Barnett Newman (1905-1970) alcançou um valor de 22,4 milhões de dólares (17,23 milhões de euros).



"Abstrakes Bild (798-3)", do alemão Gerhard Richter, foi arrematada por 21,8 milhões de dólares (16,8 milhões de euros), tendo sido ainda vendidas obras de Willem de Kooning (1904-1997).


A fotografia "Sem título #96" da norte-americana Cindy Sherman alcançou no mesmo leilão os 2,8 milhões de dólares (2,15 milhões de euros).

Encontrados quatro quadros roubados em 2011 na Córsega

"Midas na fonte do rio Pactolus" de Bellini
Um telefonema anónimo para a juíza de instrução que investigava o roubo de quatro valiosos quadros de um museu de Ajaccio, na ilha francesa da Córsega, levou os investigadores até a um parque de estacionamento onde se encontravam as obras, intactas.
"Pentecostes" de Mariotto de Nardo, "Virgem com menino" de Bellini, "Midas na fonte do rio Pactolus" de Bellini e uma obra de um anónimo foram os quadros recuperados. Pertencem à coleção do Palácio Fesch-Museu de Belas Artes, que alberga a segunda maior coleção de pintura italiana (depois da do museu do Louvre, em Paris).
Uma das obras foi encontrada dentro de um saco plástico e as outras encostadas a um muro.
Um guarda do museu d'Ajaccio, de onde os quadros tinham desaparecido a 19 de fevereiro de 2011, tinha sido acusado dois dias depois por causa do desaparecimento das pinturas.
"Virgem com menino" de Bellini
 

Descobertas em Espanha as mais antigas pinturas rupestres


As marcas das mãos pintadas há mais de 37 300 anos.
Fotografia © Reuters/ Cortesia de Pedro Saura

A gruta de El Castillo, em Espanha, tem a pintura rupestre mais antiga da Europa, com mais de 40 mil anos, citando uma nova investigação, na qual participou o arqueólogo português João Zilhão.
A investigação, com recurso à técnica radio-métrica com urânio e tório, foi efectuada em 50 pinturas paleolíticas de 11 grutas localizadas nas regiões espanholas das Astúrias e Cantábria, incluindo as grutas de Altamira, El Castillo e Tito Bustillo.
Em El Castillo, os peritos detectaram uma gravura que crêem ter mais de 40 800 anos. São, por exemplo, marcas de mãos que se julga terem sido feitas por um Neandertal.
Até há bem pouco tempo, a gruta Abri Castanet, em França, reclamava ter a imagem rupestre mais antiga da Europa, com 37 mil anos.
Na descoberta agora divulgada participaram 11 investigadores, incluindo o português João Zilhão, especialista em arqueologia pré-histórica e antigo coordenador do projecto do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
O estudo, publicado hoje pela revista Science, concluiu que a prática artística pré-histórica começou na Europa talvez dez mil anos antes do que os cientistas previam e pela mão do homem de Neanderthal, que terá morrido há cerca de 40 mil anos.

Pablo Picasso | M9

Pablo Picasso (1881-1973)


O pintor espanhol, escultor e artista gráfico Pablo Picasso (1881-1973) foi um dos artistas mais prodigiosos e revolutionarys na história da pintura ocidental. Como a figura central no desenvolvimento do cubismo, ele estabeleceu a base para a arte abstracta.
Pablo Picasso nasceu Pablo Blasco em 25 de Outubro de 1881, em Málaga, Espanha, onde seu pai, José Ruiz Blasco, era professor na Escola de Artes e Ofícios. Em 1891 a família mudou-se para La Coruña, onde, com a idade de 14 anos, Picasso começou a estudar na Escola de Belas Artes. Sob a orientação académica de seu pai, ele desenvolveu o seu talento artístico a um ritmo extraordinário.
Quando a família se mudou para Barcelona em 1896, Picasso facilmente ganhou entrada para a Escola de Belas Artes. Um ano depois, foi admitido como um aluno avançado na Academia Real de San Fernando em Madrid, ele demonstrou sua notável capacidade de completar num dia, um exame de admissão. Mas para Picasso a atmosfera na academia era sufocante. Voltou para Barcelona, ​​onde começou a estudar arte histórica e contemporânea por conta própria. Naquela época Barcelona era o centro cultural mais importante em Espanha e Picasso rapidamente se juntou ao grupo de poetas, pintores e escritores que se reuniram no famoso café Quatre Gats.
Em 1900, Picasso fez sua primeira visita a Paris, permanecendo por três meses. Em 1901, ele fez uma segunda viagem a Paris, e Ambroise Vollard conseguiu organizar a sua exposição individual em primeiro lugar. Embora o acontecimento não foi bem sucedido financeiramente, fez despertar o interesse do escritor Max Jacob, que posteriormente se tornou um dos melhores amigos de Picasso e apoiantes. Nos próximos três anos Picasso ficou alternadamente em Paris e Barcelona.
Primeiros trabalhos
Na virada do século Paris era o centro do mundo da arte internacional. Na pintura que tinha gerado mestres como Georges Seurat, Claude Monet, Paul Cézanne, Vincent Van Gogh, e Henri de Toulouse-Lautrec. Cada um destes artistas tinha praticado avançados, estilos radicais. Apesar das óbvias diferenças estilísticas, seu denominador comum consistia em testar os limites da representação tradicional. Enquanto suas obras mantinham certas ligações com o mundo visível, elas apresentaram uma tendência em direcção à planicidade e abstracção.
Picasso surgiu dentro desta situação complicada e incertaza artística em 1904, quando ele montou um estúdio permanente num antigo prédio chamado do Bateau Lavoir. Nele produziu algumas de suas obras mais revolucionárias, e o estúdio tornou-se um local de encontro para artistas de vanguarda, escritores e patronos. O grupo incluía o pintor Juan Gris, o escritor Guillaume Apollinaire, e os coleccionadores americanos Leo e Gertrude Stein.
Primeiros trabalhos de Picasso revelam um padrão criativo que persistiu ao longo de sua longa carreira. Entre 1900 e 1906 ele trabalhou em quase todos os estilos importantes da pintura contemporânea, do impressionismo ao Art Nouveau. Ao fazer isso, seu trabalho mudou com uma rapidez sem precedentes, revelando um espectro de sentimentos que parecem estar além dos limites de um ser humano. Em si, esta conquista foi uma marca do génio de Picasso.


Moulin de la Galette (1900), o primeiro quadro de Picasso executado em Paris, apresenta uma cena de café sociedade urbana. Com suas cores nítidas e acre, figuras angulares, o trabalho emana uma aura sinistra, desconfortável. A crueza de sua sensibilidade, embora não seja o seu estilo superficial, é característica de muitos de seus primeiros trabalhos.

Períodos Azul e Rosa
Os anos entre 1901 e 1904 eram conhecidos como período azul de Picasso, durante o qual quase todas as suas obras foram executadas em tons sombrios de azul e continham figuras magras, abatidas, e introspectivas. O tom penetrante das imagens é uma depressão, sua cor é um símbolo de sofrimento pessoal do artista durante os primeiros anos dos anos de século, quando, ocasionalmente, queimados os seus próprios desenhos para manter o calor e também do sofrimento que presenciou em sua sociedade.


Dois exemplos notáveis ​​deste período são a Old Guitarist (1903) e 
Vida (1903).
No segundo semestre de 1904 o estilo de Picasso apresentaram uma nova direcção. Durante cerca de um ano ele trabalhou numa série de fotos que mostram arlequins, acrobatas e outros artistas de circo. O exemplo mais célebre é a Família de Saltimbanques (1905). 
Em termos de espaço,a obra de Picasso entre 1900 e 1905 foi, em geral plana, enfatizando o carácter bidimensional da superfície da pintura. No final de 1905, no entanto, tornou-se cada vez mais interessado ​​no volume pictórico. Esse interesse parece ter sido estimulada pelas pinturas tardias de Cézanne, 10 dos quais foram mostrados em 1905 o Salon d'Automne. 


Em Picasso Menino Conduzindo um Cavalo (1905) e Mulher com Pães (1906), os valores são vigorosamente modeladas, dando uma forte impressão de seu peso e tridimensionalidade. O mesmo interesse permeia o famoso retrato de Gertrude Stein (1906), particularmente no corpo maciço da figura. Mas o rosto da babá revela ainda um outro novo interesse: sua abstração máscara-como foi inspirado por Ibérica escultura, uma exposição de Picasso que tinha visto no Museu do Louvre, na primavera de 1906. Essa influência alcançou sua expressão máxima de um ano mais tarde, numa das imagens mais revolucionários de toda a carreira de Picasso, Les Demoiselles d'Avignon(1907).

Picasso eo cubismo


Les Demoiselles d'Avignon é geralmente considerado como a primeira pintura cubista. Sob a influência de Cézanne, a escultura ibérica, e Africano escultura (que Picasso viu pela primeira vez em Paris em 1907), o artista lançou um estilo pictórico mais radical do que qualquer coisa que ele tinha produzido até aquela data. As figuras humanas e seu espaço circundante são reduzidos a uma série de amplas e planos de intersecção que se alinham com a superfície do quadro e implica uma visão múltipla dissecados do mundo visível. Os rostos das figuras são vistas simultaneamente a partir de posições frontais e de perfil, e seus corpos são também obrigados a apresentar a nova linguagem e radicalmente abstracta de Picasso pictórica.
Paradoxalmente, Les Demoiselles d'Avignon não foi exibido em público até 1937. Muito possivelmente, a imagem era tão problemática para Picasso assim como foi para seu círculo de amigos e colegas artistas, que ficaram chocados quando viram ele no seu estúdio Bateau Lavoir. Mesmo Georges Braque, que em 1908 tornou-se colega mais próximo de Picasso. Num primeiro momento disse que "a pintar de tal forma foi tão ruim quanto beber gasolina, na esperança de cuspir fogo." No entanto, Picasso foi implacavelmente perseguido e sofreu as implicações da sua própria invenção revolucionária. Entre 1907 e 1911, ele continuou a dissecar o mundo visível em aspectos cada vez mais pequenos aviões monocromáticas de espaço. Ao fazer isso, as suas obras tornaram-se mais e mais abstractas, ou seja, a representação gradualmente desapareceu do meio da pintura, que correspondentemente se tornou um fim em si mesmo, pela primeira vez na história da arte ocidental.
A evolução deste processo é evidente em todo o trabalho de Picasso entre 1907 e 1911. Alguns dos exemplos mais notáveis são prato de fruto (1909), Retrato de Ambroise Vollard (1910) e Ma Jolie (também conhecida como Mulher com uma guitarra, 1911-1912).



Colagens cubistas
Sobre 1911 Picasso e Braque começou a introduzir letras e pedaços de jornais em suas pinturas cubistas, dando assim origem a um meio inteiramente novo, a colagem cubista. Picasso primeiro, e provavelmente o seu mais célebre colagem, é morta com Caning Presidente (1911-1912). A composição oval combina uma análise cubista de um limão e um copo de vinho, cartas do mundo da literatura, e um pedaço de oleado que imita uma sessão de caning cadeira e, finalmente, que é moldado com um pedaço de corda real. Como Alfred Barr escreveu (1946): "Aqui, então, em um quadro, Picasso faz malabarismo com a realidade e abstracção em dois meios de comunicação e em quatro níveis diferentes ou razões Se pararmos para pensar que é o mais" real "nos encontramos passando de estética. a especulação metafísica. Pois aqui o que parece mais real é a mais falsa e que parece distante da realidade quotidiana é, talvez, o real mais uma vez, é uma imitação. "
Sintético cubista Fase
Depois de suas experiências no novo meio de colagem, Picasso voltou mais intensamente à pintura. Seu trabalho entre 1912 e 1921 é geralmente considerado como a fase sintética do desenvolvimento cubista. A obra-prima deste estilo são os Três Músicos (1921). Neste quadro de Picasso usou as superfícies planas de seu estilo anterior, a fim de reconstruir uma impressão do mundo visível. Os aviões em si tornou-se mais amplo e simplificado, e eles exploraram cor a uma extensão muito maior do que fez o trabalho de 1907-1911. Em sua riqueza de sentimentos e equilíbrio dos elementos formais, os Três Músicos representa uma expressão clássica do cubismo.
Conquistas adicionais
A invenção do cubismo representa a conquista mais importante de Picasso na história da arte do século 20. No entanto, suas actividades como artista não se limitaram a isso. Na primeira década do século, ele envolveu-se tanto com escultura como na gravura, dois meios de que ele continuou a praticar ao longo de sua longa carreira e em que ele deu inúmeras contribuições importantes. Além disso, ele periodicamente trabalhou em cerâmica e no ambiente do teatro: em 1917 ele projectou cenários para o Satie Eric e Jean Cocteau balé Parade, em 1920, ele esboçou um interior de teatro para Igor Stravinsky Pulcinella,e em 1924 ele projectou uma cortina para o desempenho de Le Train Bleu por Jean Cocteau e Darius Milhaud. Em suma, o alcance das suas actividades excedeu a de qualquer artista que trabalhou no período moderno.
Na pintura, nem o desenvolvimento do cubismo define genialidade de Picasso. Em 1915, e novamente no início de 1920, ele afastou-se da abstracção e produziu desenhos e pinturas numa linguagem realista. Um dos mais famosos desses trabalhos é a Mulher de Branco (1923). Pintado apenas dois anos após os três músicos, a elegância tranquila e discreta desta obra demonstra a facilidade com que Picasso poderia expressar-se em linguagens pictóricas que parecem à primeira vista ser mutuamente exclusivos.
Ao final dos anos 20 e início de 1930 o surrealismo eclipsou o cubismo como o estilo de vanguarda da pintura europeia. Lançado por André Breton em Paris em 1924. O seu trabalho durante esses anos revela muitas atitudes de simpatia para com a sensibilidade surrealista. Por exemplo, em sua famosa Garota antes de um Espelho (1932), ele empregou os aviões coloridos do cubismo sintético para explorar a relação entre a imagem de uma mulher jovem e auto-imagem como ela considera-se antes de um vidro convencional procurando. Como as configurações de alternar entre a figura e a imagem no espelho, elas revelam a complexidade das energias emocionais e psicológicas que prevalecem sobre o lado mais sombrio da experiência humana.



Guernica
Outra das pinturas mais famosas de Picasso de 1930 é Guernica (1937). Barr descreveu a situação em que  foi concebido: "Em 28 de Abril de 1937, a cidade basca de Guernica foi destruída por bombardeiros alemães. Picasso, já é um activo partidário da República espanhola, entrou em acção quase que imediatamente. . Ele havia sido contratado em Janeiro para pintar um mural para o Palácio do Governo espanhol na Feira Mundial de Paris. Guernica é um monumento extraordinário na história da arte moderna. Feito inteiramente em preto, branco e cinza, que projecta uma imagem de dor, sofrimento e brutalidade que tem poucos paralelos entre pinturas avançadas do século 20. Nenhum artista, excepto Picasso foi capaz de aplicar de forma convincente a linguagem pictórica do cubismo a um sujeito que nasce directamente da consciência social e política. Que ele pudesse tão abertamente desafiar a tendência abstraccionista. É outra marca de sua singularidade.
Após a Segunda Guerra Mundial Picasso foi estabelecido como um dos grandes mestres da arte moderna. Mas nunca parou seu trabalho. Na década de 1950 e 1960, dedicou suas energias a outros velhos mestres, produzindo pinturas baseadas nas obras de Nicolas Poussin e Velázquez. Para muitos críticos e historiadores estas obras recentes não são tão ambiciosas quanto as produções anteriores de Picasso.
Embora Picasso tinha sido exilado da sua nativa Espanha desde a vitória de 1939 do Generalíssimo Francisco Franco, que deu 800-900 das suas primeiras obras para a cidade de Barcelona. Por sua parte, os sentimentos de Franco sobre Picasso era correspondido. Em 1963, amigo de Picasso Jaime Sabartès tinha dado 400 de seus trabalhos de Picasso. Para visualizar estas obras, o Palácio Aguilar foi rebaptizado de Museu Picasso. Mas por causa da antipatia de Franco para Picasso, nunca o nome de Picasso apareceu no museu.
Picasso foi casado duas vezes, primeiro a bailarina Olga Khoklova e depois com Jacqueline Roque. Picasso manteve ocupado por toda sua vida e estava planeando uma exposição de 201 de suas obras no Festival de Artes de Avignon, em França, quando ele morreu.
Picasso morreu villa colina de Notre Dame de Vie em Mougins, França em 8 de Abril de 1973.  Ele exibiu um génio notável para a escultura, gráficos e cerâmica, bem como pintura. A enorme variedade de sua realização, para não mencionar sua qualidade e influência, fez dele um dos artistas mais célebres do período moderno.

O pintor francês Georges Mathieu, mestre da abstracção lírica morreu


O pintor francês Georges Mathieu, mestre da abstracção lírica e precursor dohappening (acção artística realizada na presença do público, que participa no acontecimento), morreu este domingo aos 91 anos. Segundo a AFP, o pintor estava internado num hospital de Paris há uns dias mas não são conhecidas, para já, as causas da morte.




Georges Mathieu, que defendeu sempre uma arte livre de todas as regras clássicas, foi um dos pintores franceses mais destacados nas décadas de 60 e 70, tendo ficado conhecido na altura como o pintor “oficial” de França. 




Nascido em Boulogne-Sur-Mer em 1921, Georges Mathieu começou a pintar em 1942, tendo sido – como afirmou Marcel Brion em 1945 – um dos primeiros executores de uma pintura estruturada a partir dos conceitos informais da abstracção lírica. Em 1950, faz a primeira exposição individual em Paris e, dois anos depois, em Nova Iorque.




Com um trabalho e uma personalidade extravagante, Georges Mathieu rapidamente se destacou no mundo da arte. Em 1959, depois de ter pintado em público telas enormes em tempo recorde, publica na revista L'Oeil um estudo intitulado “De Aristóteles à Abstracção Lírica”, considerado por muitos como o verdadeiro manifesto do Tachismo, que se caracteriza pela espontaneidade de execução e pela utilização livre das formas plásticas, como os pontos e as manchas, e dos materiais brutos. 



Mathieu foi um dos seus representantes máximos e defendia que tinha sido com esta nova estética, conseguida através do uso de uma técnica assente na velocidade de execução, se tinha conseguido obter a primeira grande revolução na arte depois do Renascimento. 

O pintor francês foi por isso um dos pioneiros da pintura informal, na qual se considerava precursor de Wols e Pollock.


As obras de Georges Mathieu, membro da Academia de Belas Artes francesa desde 1975, estão expostas em vários museus do mundo