O Grito" de Edvard Munch pintado em 1895 vai ser vendido em leilão.

"O Grito", de Edvard Munch
Umas das quatro versões de "O Grito", de Edvard Munch, está desde em exibição na Sotheby de Londres, onde permanecerá uma semana antes de seguir para Nova Iorque, onde será vendido pela famosa casa de leilões.
Esta obra-prima que marcou o início do Expressionismo pode atingir um valor superior a 60 milhões de euros, já que é a única versão do quadro que ainda pertence a um colecionador particular.
Simon Shaws, porta-voz da casa responsável por este leilão, refere que este é, sem dúvida, o momento mais propício para a venda da obra, já que em 2013 se celebrará o 150º aniversário do norueguês Edvard Munch

A base de licitação é de 80 milhões de dólares, mas é provável que seja arrebatado por um valor muito mais alto, tendo em conta não só o valor artístico da obra do pintor norueguês como a sua enorme popularidade e o facto das outras três versões do quadro não poderem ser adquiridas, uma vez que duas pertencem ao Museu Munch de Oslo e a outra à Galeria Nacional da Noruega.
Se as perspetivas se cumprirem, o quadro poderá aproximar-se mesmo do valor recorde de 106 milhões de dólares que "Nude, Green Leaves and Bust", de Picasso, atingiu em 2010, num leilão da Christie's em Nova Iorque.

"O Grito", de Edvard Munch, pode ser vendido por 150 milhões de dólares.
"O Grito", desenho a pastel com uma figura a gritar em primeiro plano, é um dos quadros mais reconhecíveis em todo o mundo, provavelmente o mais famoso a seguir a "Mona Lisa".

A imagem pintada no quadro retrata uma figura andrógina em desespero, sobre uma ponte e tendo ao fundo um fiorde em Oslo, capital da Noruega.
A versão do quadro que vai a leilão em Nova York é uma das quatro pintadas por Munch. As outras três estão expostas em museus noruegueses.
Entre os potenciais compradores de "O Grito" no leilão da Sotheby's estão executivos europeus, coleccionadores asiáticos e xeques do oriente médio. Um dos nomes mais citados nessa lista é o da família real do Qatar, que recentemente adquiriu uma pintura de Paul Cezanne por quase R$ 500 milhões.
Além do quadro de Munch, serão leiloadas também obras de Salvador Dalí, Pablo Picasso e Claude Monet, entre outros.
Venda vai financiar a criação de um museu
A sua fama aumentou ainda mais com o roubo de duas das suas versões nos últimos 20 anos, tendo ambas sido entretanto recuperadas.
A versão que será leiloada, pintada em 1895, pertence a Petter Olsen, cujo pai foi amigo e mecenas deEdvard Munch, tendo adquirido diversas das suas obras.
A venda de "O Grito" destina-se, aliás, a financiar a criação do museu e centro de artes Ramme Gaard, que irá contar com diversas obras de Munch e que Petter Olsen tenciona inaugurar em Ramme Gaard, Hvitsten, Noruega, em 2013, ano que se irá celebrar os 150.º aniversário do nascimento do pintor.





Londres.Tate Modern abre novo espaço para artes performativas

Durante 15 semanas o piso subterrâneo da Tate Modern vai estar aberto ao público

A Tate Modern, em Londres, continua a inovar e a provar por que é que é uma das instituições de arte contemporânea mais importantes. Pela primeira vez, a galeria londrina vai abrir ao público o piso subterrâneo, a antiga sala dos tanques a óleo da central eléctrica, e torná-lo num espaço dedicado à artes performativas e à instalação. A novidade foi anunciada na segunda-feira por Nicholas Serota, director da Tate Gallery, que integra a Tate Modern, a Tate Britain, a Tate Liverpool e a Tate St. Ives. “A sala dos tanques [nome pelo qual o novo espaço ficará conhecido] vai dar-nos a oportunidade de responder às mudanças das práticas dos artistas, muitos dos quais trabalham agora mais com instalação e outras formas de arte performativa do que há dez ou 15 anos atrás”, escreveu Nicholas Serota em comunicado, acrescentando que com esta inauguração a Tate tornar-se-á na primeira galeria do mundo a ter um espaço permanente para as artes performativas.
A inauguração do espaço está marcada para o dia 18 de Julho, dia em que começará um festival de 15 semanas, que termina em Outubro, como parte da programação paralela aos Jogos Olímpicos.
A programação das 15 semanas ainda não está completa mas sabe-se já que a instituição vai expor pela primeira vez obras adquiridas nos últimos meses. E como o novo espaço foi pensado para as artes performativas estão já confirmados artistas como Ei Arakawa (Japão), Jelili Atiku (Nigéria), Nina Beier (Dinamarca), Tania Bruguera (Cuba), Boris Charmatz (França), Keren Cytter (Israel), Tina Keane (Reino Unido) ou Anne Teresa De Keersmaeker (Bélgica).
“Ao ter este novo espaço podemos oferecer um novo andamento na nossa programação para que a performance, o som, as imagens em movimento e a participação – a arte em acção – tenham tanto peso como outra coisa qualquer”, escreveu no mesmo comunicado Chris Dercon, director da Tate Modern, explicando que “os tanques são um novo tipo de espaço público para a arte”.
“Tornou-se evidente que o nosso público procura novas formas de participação e de relação. As pessoas querem diálogo e discussão e a sala dos tanques vai fazer com que isto aconteça”, afirmou Serota, que na conferência de imprensa explicou que esta é apenas a primeira fase do grande projecto de expansão da Tate Modern, que vai crescer 60%, ou seja, vai ganhar mais 21 mil metros quadrados.
As obras de ampliação, que deverão estar completas em Dezembro de 2016, vão custar à Tate 215 milhões de libras (cerca de 264 milhões de euros), sendo que 75% destes custos foram angariados pela própria instituição. O governo britânico financiou com 50 milhões de libras (61,4 milhões de euros).
O piso subterrâneo da Tate originalmente era a sala dos tanques que alimentavam a central eléctrica, agora ocupada pela galeria. O espaço vai estar aberto até ao dia 28 de Outubro, depois disso voltará a fechar, para que as obras de expansão possam prosseguir.

Fotografia. O olhar de Gérard Castello-Lopes na Gulbenkian de Paris.


Gérard Castello-Lopes, fotógrafo  

Fotografia © Leonardo Negrão - Global Imagens

A exposição "Aparições -- A Fotografia de Gérard Castello-Lopes 1956-2006", que junta cerca de 150 fotografias tiradas pelo artista ao longo de meio século, é inaugurada hoje na Gulbenkian de Paris, onde fica até 25 de agosto.
Gérard Castello-Lopes nasceu e morreu em França, mas passou parte da sua vida em Portugal. 


Neste percurso entre os dois países, o homem que foi considerado como o principal representante da "geração de ouro" da fotografia portuguesa, marcou também o cinema -- como crítico, actor, assistente de realização e administrador da Filmes Castello-Lopes -- e o jazz, como cofundador do Hot Clube de Portugal, em 1948. Em declarações à agência Lusa, Jorge Calado, comissário da exposição, explicou que, embora a base daquilo que vai ser apresentado em Paris seja a mesma que compôs a exposição apresentada em Lisboa, no ano passado, no espaço BES Arte & Finança, há detalhes que marcam a diferença.

 "A diferença fundamental é o espaço. Este espaço é mais pequeno do que o de Lisboa e completamente diferente, é um espaço mais íntimo. A distribuição das fotografias é completamente diferente num caso e noutro", afirmou. Para além disso, "há fotografias que estavam em Lisboa e que não estarão aqui em Paris e vice-versa, porque não têm o mesmo significado para as duas cidades".


World Press Cartoon está de volta a Sintra


O World Press Cartoon regressa ao Museu de Arte Moderna (Centro Cultural Olga Cadaval) amanhã, com os melhores trabalhos produzidos e publicados em jornais e revistas nas áreas de cartoon editorial, caricatura e desenho de humor. 


O World Press Cartoon arranca com a cerimónia de entrega de prémios ao que melhor se fez em 2011, no dia anterior à inauguração ao grande público.
O objectivo deste projecto é o de distinguir e dar a conhecer os melhores trabalhos produzidos e publicados em jornais ou revistas de vários países, no que diz respeito à sátira e à imaginação dos vários cartoonistas. O World Press Cartoon 2012 recebeu um total de 861 cartoons e 402 candidaturas, oriundos de 56 países. 

São 260 os cartoonistas seleccionados e 343 os desenhos que vão estar este ano em Sintra, de terça-feira a domingo entre as 10 e as 18 horas, incluindo feriados (excepto 1 de Maio). Esta exposição será de acesso gratuito. A exposição vai ocupar os dois pisos do Sintra Museu de Arte Moderna, até dia 30 de Julho. O júri do World Press Cartoon 2012 é composto pelo francês Jean Mulatier, por Liza Donnelly dos EUA, por Fernando Puig Rosado de Espanha, pelo holandês Peter Nieuwendijk e por António Antunes.

Manuel Cargaleiro

Sem Título, 1981

Manuel Cargaleiro nasceu perto de Castelo Branco. Em 1949 participou no Primeiro Salão de Cerâmica organizado por António Ferro em Lisboa e, em 1952, realizou a primeira exposição individual de cerâmica organizado pelo então Secretariado Nacional de Informação (SNI). Foi professor de cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. Em 1957 fixou residência em Paris onde está representado em permanência na Galeria Albert Loeb mas a partir do último quartel do século XX passou a trabalhar quer em França quer em Lisboa e Monte da Caparica. A 31 de Janeiro de 1990 criou em Lisboa a Fundação Manuel Cargaleiro à qual doou um vasto conjunto das suas obras e a colecção constituída por objectos de várias temáticas. Possui um atelier na Fábrica Viúva Lamego, em Sintra, e, a partir de 1999, em Vietri sul Mare (província de Salerno, Itália) onde, em 2004, foi inaugurado o Museo Artistico Industriale Manuel Cargaleiro.


O Museu Cargaleiro é dedicado inteiramente ao artista Manuel Cargaleiro, encontra-se instalado no solar dos Cavaleiros em Castelo Branco. Em 31 de Janeiro de 1990, Manuel Cargaleiro criou a Fundação Manuel Cargaleiro, à qual doou um vasto número das suas obras, assim como toda a sua colecção constituída por objectos de várias temáticas, que continua a enriquecer com importantes aquisições.A Fundação, segundo o seu presidente Tomás Corrêa, conta entre sete a oito mil peças, entre pinturas, tapeçarias, cerâmicas, azulejos, pratos ratinhos… enfim, uma infinidade de obras que aguardam o respectivo tratamento para rumar a Castelo Branco. Claro que este número elevado não permite que as peças sejam mostradas todas de uma vez. Haverá exposições rotativas, para que a colecção possa ser apreciada na íntegra, mas de forma faseada. 

 A Fundação Manuel Cargaleiro gere este conjunto de obras, de forma a cede-las de acordo com os protocolos feitos com as câmaras municipais (Lisboa, Castelo Branco, Seixal) para a criação dos museus nestas cidades. O Museu Cargaleiro de Castelo Branco foi inaugurado a 25 de Abril de 2004 e situa-se na rua dos Cavaleiros, no bairro do Castelo. 


É o resultado de um protocolo da Fundação Cargaleiro, o qual referia que toda a colecção da Fundação Cargaleiro viria para Castelo Branco. Manuel Cargaleiro referiu que tem a certeza de que «…aqui as suas peças vão ser tratadas com o devido respeito e vai dar-se uma lição a muitos museus do país.» Segundo o jornal Reconquista, numa das suas edições sobre o assunto, «…a Câmara de Castelo Branco e a Fundação Manuel Cargaleiro acabam de assinar um protocolo onde fica definido que as obras do «mestre» permaneçam na cidade albicastrense até, pelo menos, 2050.»O Solar dos Cavaleiros, um edifício de meados do Século XVIII, acolhe o Museu Cargaleiro. 

O público pode ver e apreciar um notável conjunto de obras, que integram o acervo da Fundação Manuel Cargaleiro: pintura, cerâmica, escultura, azulejaria, tapeçaria. O Museu Cargaleiro é um espaço onde o público encontra a obra deste reconhecido artista plástico, mas também obras de alguns dos mais prestigiados autores nacionais e internacionais.

Azulejos da estação de metro do Colégio Militar, em Lisboa.
Lua e silêncio de 1979, óleo sobre tela, 110 X 60 cm,  vendido por 35 mil euros

Uma Primavera portuguesa em Madrid Com dois artistas firmados nos anos 80 e 90: José Pedro Croft e José Loureiro

José Pedro Croft tem Processo Estacionário na Helga de Alvear, José Loureiro tem Luz Máxima na Distrito 4

Neste início de Primavera, a arte portuguesa está representada em Madrid através de obras de dois artistas firmados nos anos 80 e 90: José Pedro Croft (n. Porto, 1957) e José Loureiro (n. Mangualde, 1961). O segundo inaugurou ontem uma mostra de uma série de trabalhos na Galeria Distrito 4, Luz máxima, que ali ficará até 17 de Maio. Croft expõe, desde meados de Março e até 5 de Maio, Processo estacionário, na Galeria Helga de Alvear.
O artista que representou Portugal nas bienais de arte de São Paulo (1987) e de Veneza (1995) expõe agora na capital espanhola uma série de desenhos em diálogo - dir-se-ia, em equilíbrio instável - com algumas esculturas que incorporam a ideia de ironia: volumosas estruturas de metal e vidro colocadas sobre aparentemente débeis mesas de madeira... Nas paredes da galeria, um conjunto de desenhos, também de grande formato, que Croft (re)fez sobre as provas de gravura da exposição mostrada em 2010 na galeria La Caja Negra, também em Madrid. "Aprofundando as linhas mestras que têm vindo a definir a criação plástica desde a modernidade até aos nossos dias, o artista português prossegue tenazmente o seu trabalho de explorar os limites das possibilidades que a enformam", assim o apresenta agora a Helga de Alvear.
A peça que dá título à exposição de José Loureiro faz também a ponte com um seu trabalho anterior - o mural Bosão de L, apresentado no Museu da Electricidade em Lisboa, no ano passado. Luz máxima, escreve Mariana Navarro no texto dedicado à presente mostra em Madrid, "é uma versão mais doméstica" daquela obra: tem agora 200 por 542 centímetros, e é uma composição de 19 cores em volta da ideia de sobreposição, repetição e ritmo, a partir da qual se declinam outras obras sem título. "São abstracções radicais, mas tocadas, sempre, por um halo referencial", escreve aquela crítica de arte.

CCB recebeu 740 propostas artísticas para integrar programação. Projectos estão a ser analisados

As propostas escolhidas vão integrar a programação do CCB do triénio 2013 a 2015

A Fundação Centro Cultural de Belém (FCCB) recebeu 740 propostas artísticas, depois de em Fevereiro ter lançado um convite inédito aos agentes culturais portugueses para que apresentassem projectos que poderiam integrar a programação 2013-2015.
Segundo o comunicado da FCCB, das 740 propostas apresentadas, 252 são da área da música, 173 do teatro, 61 da dança e 14 do cinema. Candidatam-se ainda 31 projectos destinados ao serviço educativo e 44 para projectos transversais de artes performativas.
Na área da literatura, cultura portuguesa e ciência, o CCB recebeu 29 propostas, enquanto para exposições foram apresentados 126 projectos. As restantes 10 propostas incluem projectos desportivos, sociais e outros, indica a nota da instituição.
Numa iniciativa inédita, o CCB convidou todos os criadores portugueses, assim como produtores, operadores e agentes culturais, independentemente das suas áreas, a apresentarem propostas de projectos que se pudessem adequar à programação da instituição. Pela primeira vez, o CCB incitou os artistas a procurarem a instituição, contrariando assim a lógica da construção da programação daquele espaço. Isto já acontecia antes com o projecto BoxNova, que se dirige a todos os coreógrafos que desejem apresentar as suas criações, e com o Belém Urbana, no âmbito do festival CCB Fora de Si.
Quando o anúncio foi feito, o presidente da FCCB desde finais de Janeiro, Vasco Graça Moura, explicou que a ideia passava inicialmente por se fazer um levantamento daquilo que existe em Portugal a nível cultural, explicando que as propostas deveriam ter em conta a identidade do espaço.
“Se, como se espera, da presente iniciativa resultarem contributos válidos para a programação das actividades da FCCB, passará ela a ser realizada todos os anos, sendo assumida como acção estruturante do diálogo com criadores, produtores, operadores e agentes culturais”, dizia então o anúncio.
Segundo a nota de imprensa divulgada nesta quarta-feira, a análise das propostas já começou, “com vista à selecção das que possam ser consideradas na programação”.

Museu de Nápoles queima obras de arte em protesto


Cortes no financiamento público levam director do Museu Internacional de Arte Contemporânea de Casoria a ameaçar queimar toda a colecção permanente.
A crise económica está a deixar a cultura italiana a ferro e - literalmente - fogo. O artista plástico Antoni Manfredi, fundador e director do Museu Internacional de Arte Contemporânea de Casoria (CAM), perto de Nápoles, ameaça queimar toda a exposição permanente do museu em protesto contra os cortes brutais que o Governo italiano impôs ao orçamento do Ministério da Cultura. A primeira vítima das chamas foi uma peça da pintora e ilustradora francesa de livros infantis Séverine Bourguignon, que concordou com o protesto e assistiu anteontem, online, à destruição da sua obra.
Manfredi, que anunciou a intenção de queimar três peças por semana, argumenta que as mil obras de arte do museu "estão de qualquer modo destinadas à destruição pela indiferença do Governo". Muitos artistas terão já apoiado a iniciativa - a que Manfredi chama Art War - e, ontem mesmo, o escultor galês John Burns, em solidariedade com o protesto, incendiou uma das suas criações e colocou o vídeo da queima no YouTube.
Já no ano passado, Manfredi, que criou o museu em 2004, tentou levar a instituição, incluindo o respectivo pessoal, para a Alemanha, mas Angela Merkel nunca respondeu ao seu insólito pedido de "asilo político". O director do CAM alegava que as exposições que promovera sobre a Camorra tinham irritado a mafia napolitana, que o ameaçara de morte e vandalizara o museu.
Mas as consequências dos cortes nas verbas para a Cultura - que desceram para 0,21% do Orçamento do Estado italiano - estão a ter consequências em instituições dos mais variados sectores. O director do La Scala avisou esta semana que o mítico teatro de ópera de Milão corre o risco de ser privatizado. Em 1998, o Estado garantia mais de 60% do orçamento, hoje assegura menos de 40%. 



  


Demissões no Maxxi
Mesmo o recém-fundado Maxxi, o ambicioso museu de arte contemporânea do século XXI inaugurado em Roma há pouco mais de dois anos - o edifício é da autoria da prestigiada arquitecta iraquiana Zaha Hadid - atravessa graves problemas.
Parecia um caso de sucesso, com 450 mil visitantes em 2011 e uma capacidade de autofinanciamento que rondaria os 50%, mas o conselho de administração do Maxxi, presidido pelo arquitecto Pio Baldi, não conseguiu convencer o Ministério da Cultura a disponibilizar a soma que considera indispensável para garantir a actividade do museu no ano corrente - 10 milhões de euros -, e, em consequência, recusou-se a aprovar o orçamento para 2012.
O ministro da Cultura, Lorenzo Ornaghi, não esteve com meias-medidas e demitiu a administração em bloco, substituindo-a por um comissário nomeado pelo Governo, medida que já motivou críticas públicas do seu antecessor no cargo, o centrista Rocco Butiglione.

Quadro com 474 anos,de Girolamo de Romani, roubado por nazis foi devolvido

O quadro vai agora voltar para a Europa e em Junho vai a leilão (Reuters)
 Uma pintura com 474 anos de Girolamo de Romani, roubada e vendida pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial, foi devolvida na quarta-feira aos herdeiros do antigo proprietário, um judeu italiano a viver em Paris.
Há cerca de 15 anos que os herdeiros de Frederico Gentili di Giuseppe, a quem uma colecção de 70 obras de arte foi roubada durante a invasão nazi da França, lutam por reaver as obras do avô, sabendo que algumas delas estão perdidas. O quadro, agora devolvido, “Christ Carrying the Cross Dragged By A Rascal” do pintor italiano renascentista Girolamo de Romani, estava emprestado ao Museu de Tallahassee, na Florida, EUA, e foi confiscado em Novembro pelas autoridades norte-americanas.
Federico Gentili di Giuseppe terá comprado a obra, pintada por volta de 1538, num leilão em Paris em 1914. Apaixonado por arte, o judeu, que morreu semanas antes da invasão nazi em França em 1940, teria em sua casa uma colecção de 70 obras, roubada então à família pelos nazis. Um ano depois, segundo os registos dos tribunais, as peças foram vendidas pelo governo de Vichy. Em 1998 a pintura de Girolamo de Romani foi comprada pela Pinacoteca di Brera, em Milão, instituição responsável pelo empréstimo ao museu norte-americano.
“Graças aos esforços de todos os envolvidos, estamos agora a corrigir uma injustiça perpetrada há mais de 70 anos”, disse aos jornalistas Susan McCormick, agente do departamento de segurança interna dos EUA, citada pela BBC. “Setenta anos é muito tempo mas mostra que nunca é tarde para emendar o mal que foi feito”, atestou a norte-americana.
Para os netos de Giuseppe, que há uns anos viram o Museu do Louvre, em Paris, devolver-lhes cinco pinturas da colecção roubada, o desfecho de mais um caso é o reconhecimento justo e uma homenagem ao avô. No mesmo dia em que ouviram a decisão do tribunal, os herdeiros anunciaram que a obra irá ser leiloada em Junho. “Se fosse um bolo seria relativamente simples de cortar e dividir por seis. Uma pintura é mais difícil”, explicou o herdeiro Lionel Salem à Reuters, acrescentando que a Christie’s ficará responsável por levar a peça à praça, estimando-se que atinja os 3,5 milhões de dólares (2,6 milhões de euros).

A pintura é apenas uma das milhares de obras roubadas na Europa às famílias judias pelos nazis. Desde 2007, o departamento de segurança interna dos EUA já repatriou cerca de 2500 obras de arte e antiguidades para 23 países. Nos últimos anos têm aumentado os casos de sucesso de famílias que lutam por recuperar algumas destas obras roubadas.

Em Março o Museu Histórico de Berlim foi obrigado pelo tribunal a devolver uma colecção de milhares de posters antigos, que tinham sido roubados pelos nazis em 1938 a um judeu.
No final de 2010, foi também criada uma base de dados online, com cerca de 20 mil obras de arte roubadas durante a Segunda Guerra Mundial. O projecto é uma iniciativa da organização de apoio aos judeus vítimas da perseguição nazi Claims Conference, em conjunto com o United States Holocaust Memorial Museum, um museu americano em memória das vítimas.
Apesar de não se saber exactamente quantos objectos foram roubados e quantos podem ainda estar desaparecidos, a Claims Conference diz que foram apreendidas cerca de 650 mil peças de arte e que milhares continuam perdidas.

Keith Haring primeiros passos

 
Keith Haring: 1978-1982, um novo olhar sobre um dos artistas do século XX. Centra-se no período de formação do artista, quando começou a confrontar a sua arte com a rua - metade destes trabalhos nunca tinham sido vistos pelo mundoNo início estava a trabalhar o mesmo estilo, mas depois tudo começou a acontecer. Talvez o mais importante tenha sido conhecer o trabalho de William Burroughs. Conheci-o por acaso, como quase tudo o resto, por acaso-oportunidade-coincidência." Esta foi a forma como Keith Haring descreveu a sua mudança para Nova Iorque, em entrevista à Rolling Stone.
 
Nova Iorque foi a cidade onde se descobriu como street artist, performer e curador, e onde colaborou com artistas como Jean-Michel Basquiat e Andy Warhol. A sua carreira parece ter sido impulsionada pela energia da cidade, onde hoje se continua a sentir a sua presença, alimentada pelo circuito de galerias e museus, mas também respeitada por uma nova geração de graffiters. Participou activamente na vida da comunidade artística na vibrante East Village do início dos anos 80, altura em que o uso do espaço urbano como forma de arte se expandia, e ele próprio se permitia explorar a sua expressão artística, para além daquilo que lhe era proposto nas aulas.  

O estudante

1978 foi o ano em que se mudou para Nova Iorque, depois de desistir da escola de artes em Pittsburgh, onde teve a sua primeira exposição individual. Tinha apenas 19 anos quando se mudou para um apartamento em Greenwich Village e se inscreveu na School of Visual Arts (SVA), em aulas de pintura, escultura, história de arte, desenho,vídeo, semiótica e artes performativas. O interesse pelo desenho começara nos primeiros anos de vida na Pennsylvania, onde aprendeu técnicas de cartoon com o pai. Era referenciado como estudante dedicado e determinado, sempre com trabalhos de uma excentricidade superior à dos outros alunos. Essa dedicação é possível de ver quando olhamos para os diários e cadernos de esboços desta altura: um artista versátil, pela variedade de composições e padrões desenhados a caneta, mas também perfeccionista e obcecado pelo traço.
É uma das facetas de Haring que a exposição Keith Haring: 1978-1982, no Brooklyn Museum, nos permite descobrir. A mostra dedica-se ao início da sua carreira, proporcionando um novo olhar sobre um dos artistas mais conhecidos do século XX. Ao entrar nas galerias do 5º andar do museu, o público pode seguir diferentes caminhos, não há uma ordem cronológica, mas podem-se identificar temas: o abstracto, a linguística, o figurativo. Raphaela Platow, curadora da exposição organizada pelo Contemporary Arts Center em Cincinnati (Ohio) e o Kunsthalle Wien na Áustria, repete que os mais de 300 trabalhos apresentados são apenas uma ínfima parte daquilo que encontrou nos arquivos. "Olhei para centenas e centenas de desenhos, esta é uma pequena selecção de um artista incrível com muito trabalho produzido." Platow é alemã e diz que se deixou fascinar por Keith Haring por ter vindo de uma cultura distinta: "Tenho uma pespectiva diferente para ver arte. Este ambiente cultural era tão diferente do meu, que me permitiu olhar para tudo. Interessei-me primeiro pelo movimento de street art, e depois pela forma como Haring desenvolveu a sua linguagem visual."
Teve acesso total aos arquivos da Fundação Keith Haring, que também esteve envolvida no processo. Descreve: "dias e dias a olhar para caixas de arquivo, a desenrolar desenhos que não eram olhados há anos. Enquanto curadora foi experiência marcante, o poder ficar tão próxima do trabalho de um artista e ter a oportunidade de olhar para objectos que nunca foram realmente partilhados com o público." Esta intimidade e unicidade é conseguida pela selecção que, ao focar-se apenas nos primeiros anos da carreira do artista, nos permite sentir a energia contagiante de Keith Haring.
Tricia Laughlin Bloom, curadora do projecto em Brooklyn, acrescenta que "metade dos trabalhos apresentados nunca tinham sido mostrados ao mundo, o que lhe dá uma perspectiva educativa". Nesta exposição podemos ver o método para além do artista, os cadernos onde desenvolveu o alfabeto geométrico, o seu interesse pelos sistemas numéricos, pelos códigos, e a forma como começou a construir padrões com as 25 figuras desse mesmo alfabeto.


Arte pública e graffiti
"O público precisa de arte - e é da responsabilidade do ‘auto-proclamado artista' entender essa necessidade do público, e não fazer arte burguesa, apenas para alguns, ignorando as massas." pode ler-se num dos diários de Haring, Outubro de 1978. Uma das descobertas da exposição é o primeiro contacto da sua arte com o espaço urbano. Haring era um artista de estúdio, mas quando se muda para Nova Iorque sente necessidade de tornar o seu trabalho público, de o mostrar ao maior número de pessoas possível, e por isso escolhe fragmentos de desenhos e cola em postes, em quiosques, e fotografa-os, documentando esse contacto com a rua.
Foi nesta altura, numa Nova Iorque em que a comunidade artística fora da rede das escolas, das galerias e dos museus era ainda mais pulsante, em que se respirava arte em cada esquina de downtown, que Keith começou a ter um papel activo no graffiti. Referiu-se, anos mais tarde, a esta arte como algo que o fascinou: "Os miúdos que o faziam eram muito novos, miúdos da rua, mas tinham esta incrível mestria a desenhar, o que me surpreendeu totalmente. A técnica em si, desenhar com tinta-spray, é incrível, porque é extremamente difícil de se fazer. A fluidez da linha, a escala e a linha preta que junta os desenhos! Desde a infância que era obcecado por esse traço!". E quando em 1980 deixa a escola, depois de alguns professores lhe terem dito que já não tinham mais nada para lhe ensinar, começa a dedicar-se ao graffiti e inventa uma assinatura. O seu tag era um animal, que ao longo dos tempos continuou a desenhar e a assemelhar-se cada vez mais a um cão.
Este legado continua a inspirar artistas consagrados, como Bansky, que prestou homenagem a Haring numa peça que fez em Londres, em 2010, em que usa o famoso cão a ladrar. Para Tricia Laughlin Bloom "Shepard Fairey [famoso pelo poster Hope durante a campanha de Obama, e que também tem trabalhos com a imagem de Haring], Bansky e toda a nova geração de street artists está ligada às mesmas preocupações que Haring tinha. Por outro lado, qualquer estudante de arte ou qualquer pessoa que tenha a oportunidade de olhar estes desenhos, sentirá alguma ligação com o que ele fez." Não é de estranhar que ainda recentemente tenha encontrado, num café no Soho, um street artist, com a mesma idade que Keith tinha quando descobriu o graffiti, que lhe falava apaixonadamente de um mural que Haring pintou, no Harlem. Referia-se a Crack is Wack, na 128th Street, pintado em 1986. O primeiro mural de Haring, pintado em 1982 com Juan Dubose, estava na intersecção da Bowery com a Houston (downtown), mas durou apenas meses. Em 2008 foi recriado um mural no mesmo local em sua homenagem, e a parede, que hoje pertence à Deitch Projects, continua a ser usada para projectos de vários artistas contemporâneos. Existem ainda mais dois exemplos de Haring em Manhattan, um em Carmine Street e outro no Lesbian, Gay, Bisexual & Trangender Community Services Center, que foram conservados até aos dias de hoje.

Uma das séries mais conhecidas deste período é a Subway Drawings, projecto que acabou por durar cinco anos. Um dia, enquanto esperava na plataforma do metro, Haring apercebeu-se de painéis de papel preto na parede, usados para cobrir antigas publicidades; foi comprar giz e começou a desenhar: desenhos simples, como pirâmides, discos, figuras, televisões, bebés e animais. O bebé com raios à sua volta rapidamente se tornou em assinatura e os nova-iorquinos começaram a reconhecer os desenhos de Haring, mesmo sem saberem a sua identidade. Nessa altura Keith fazia 30 ou 40 desenhos por dia, ia de estação em estação, e Tseng Kwong Chi, um dos fotógrafos mais relevantes do East Village dos anos 80, começou a fotografar o trabalho.

 
Tricia Laughlin Bloom refere que este é um dos exemplos que surpreenderá o público: "Mesmo galeristas, colecionadores e amigos que conhecem o trabalho de Haring, comentaram que nunca tinham visto alguns dos desenhos desta série aqui apresentados, por isso para os visitantes do museu será ainda maior a surpresa.".
Platow escolheu sete vídeos que são apresentados ao longo da exposição. Painting Myself Into a Corner revela Haring a cobrir as paredes e o chão do estúdio num movimento contínuo, construindo um padrão a partir do alfabeto. Raphaela confessa que este é um dos trabalhos que mais a fascina, pela velocidade e agilidade de Haring em pintar, sem interrupções. "A primeira vez que vi fiquei maravilhada com a agilidade e firmeza. Acho que ele se deve ter treinado para conseguir fazer isto, como um pianista, ou um bailarino. Deve ter treinado repetidamente até conseguir fazer o padrão sem parar, pondo uma linha ao lado da outra continuamente." Em Klaus Nomi Performing Lightning Striking desenha à volta de um amigo que lê um poema em voz alta, sentado numa cadeira. O vídeo era para Keith Haring um meio para explorar o seu lado mais performativo, e isso é óbvio em Tribute to Gloria Vanderbilt onde encontramos Haring a dançar de forma contagiante.
Durante este ano de 1979 Haring não desenhou em papel, nem usou os padrões geométricos. Nesta altura as figuras também ainda não faziam parte do seu vocabulário visual. Durante esse período dedicou-se ao vídeo, às colagens e às palavras, à exploração fonética, testando a expressão Lick Fat Boys em inúmeras formas. Foi um período conceptual, em que criou uma fonte com a qual escrevia, integrando poesia, e artigos de jornal. É desta altura uma voz mais forte na crítica social, através de posters que criava com colagens de jornais, mostrando a sua relação com os media e com a publicidade. Abraçava a tecnologia, mas também apontava os seus efeitos negativos na criatividade - Ronald Reagan Accused of TV Star Sex Death, ou Mob Flees at Pope Rally são exemplos. É a fase em que se percebe melhor a influência de William Burroughs. O método de "corte e cola", combinando palavras aleatoriamente, que Burroughs desenvolveu com Brion Gysin no livro The Third Mind, foi a base das colagens e dos posters de Haring, espalhados por toda a cidade como se fossem manchetes do New York Post.

O cartoonista
A série Manhattan Penis Drawings for Ken Hicks de 1978 mostra-nos o lado divertido e cartoonista de Haring, no desenho das torres do World Trade Center em formato fálico ou no Drawing Penisis in Front of Tiffany's, a loja situada na 5ª Avenida. Estas imagens exploram o lado mais sexual e homoerótico de Haring, posteriormente menos enfatizado à medida que o artista se torna mais comercial.
Tricia Laughlin Bloom define esta exposição como o ponto de partida. "Quando desenvolve a linguagem visual que o tornou realmente conhecido, a imagem do bebé a gatinhar, o cão, a sua assinatura, o seu estilo icónico... aqui podemos encontrar as raízes de tudo isso, é uma exposição única por traçar o seu desenvolvimento." Quando ocupou um estúdio no P.S. 122, no início dos anos 80, passou um Verão a construir as figuras que usaria até ao final da carreira. Um dos trabalhos mostra um estudo desses elementos-chave - a pirâmide, o reactor atómico, a figura a gatinhar, o pássaro e o cão. Em 1990 haveria de voltar a esses desenhos de 1981 e compor uma serigrafia com quase 2 metros e meio, que na altura descreveu como "uma cápsula do tempo perfeita do meu início em Nova Iorque": The Blue Print Drawings está agora na Pace Prints, galeria em Manhattan, naquela que é a sua primeira aparição ao público.
Raphaela Platow explica a inspiração de Haring pela linguística - "Olhava as figuras como letras do alfabeto, olhava-as da mesma maneira que as formas geométricas que desenvolveu, por isso basicamente em cada trabalho combina os elementos figurativos de diversas formas e, dependendo do contexto, cria significado. E a interpretação desse significado está aberta, ele não queria dar leituras muito precisas."

O curador
No Brooklyn Museum encontra-se também uma reinstalação de uma parte de uma exposição que Keith organizou no seu estúdio no P.S. 122. Pretende recriar-se a densidade do espaço com os trabalhos apresentados num estilo de salão. "Acho que ele fazia isso com o intuito de desacelarar os dias. Quando algo está pendurado neste estilo, temos de olhar com mais cuidado, é-nos mais difícil distinguir entre uma peça e outra, por isso temos de ter mais atenção; e acho que o diálogo que proporciona é notável.".
Keith foi um catalisador do cruzamento de artistas em East Village, onde organizava exposições, lançava ideias e contribuia para o diálogo. Encontramos na exposição os flyers que criou para a divulgação, os posters que colava pela cidade. Tinha um lado muito profissional, escrevia sempre comunicados à imprensa e distribuía cartas aos artistas explicando exactamente o que tinham de fazer. "Ele tinha uma perspectiva bastante diferente, um lado prático da arte. Acima de tudo achava que a arte devia ser para todos, e também pensava cuidadosamente sobre como disponibilizar o seu trabalho, não era só a ideia de o fazer, mas pensar sobre os diferentes canais que cada um devia usar para o apresentar."

As festas
Não é por acaso que ao longo da exposição somos envolvidos por música dos B-52s ou de David Bowie, que tentam criar uma atmosfera de festa. Numa parede de uma galeria, onde a música soa mais alto, encontramos fotografias de Haring e outros artistas, dando-nos uma ideia da cena artística deste período: espaços como o Club 57, onde Haring explorava o seu lado performativo, com leituras de poesia, representação e dança. É a vida nocturna de East Village. Foi nesta altura que conheceu Kenny Scharf e Peter Shuyff que estão representados pelas Twenty Polaroid self-portraits with glasses painted by Kenny Scharf and Peter Schuyff logo à entrada da exposição, e Jean-Michel Basquiat, de quem encontramos um trabalho em colaboração com Haring, algo que acabaram por fazer com regularidade até 1988, quando Basquiat morreu de overdose. Haring morreu dois anos depois, de Sida.
Tricia Laughlin Bloom confirma que se procurou "evocar o tipo de festas que Keith dava, festas cheias de vida, festas abertas para as pessoas se conhecerem e celebrarem a vida. Haverá também uma festa no museu em que procuraremos trazer pessoas desse período e que de alguma forma estão ligadas ao seu trabalho, e recriar esse ambiente."
Uma das preocupações de Raphaela Platow, antes de avançar com esta exposição, que estará em Brooklyn até Julho, era não fazer mais uma retrospectiva sobre Keith Haring, contribuir de alguma forma para o sector artístico, e com Keith Haring: 1978-1982 consegue-o, de forma intimista e reveladora.

Museu Berardo na lista dos cem mais visitados


Museu Berardo Fotografia © Paulo Spranger/ Global Imagens
O Museu Colecção Berardo, em Lisboa, ocupa o 81.º lugar na lista dos cem museus mais visitados do mundo, em 2011, com 652.447 entradas, segundo o The Art Newspaper, publicação internacional especializada em arte contemporânea. Em primeiro lugar desta lista está o Museu do Louvre, em Paris, com 8,8 milhões de visitantes, seguindo-se o Metropolitan Museum de Nova Iorque, com cerca de seis milhões de visitantes, e em terceiro o British Museum, em Londres, com 5,8 milhões de visitantes. 

Frank Stella - Severambia
 Entre os dez museus mais visitados do mundo está a National Gallery, em Londres, com 5,2 milhões, a Tate Modern, também em Londres, com 4,8 milhões, a National Gallery of Art, em Washington, com 4,3 milhões, o National Palace Museum, em Taipei, com 3,8 milhões de visitantes, o Centre Pompidou, em Paris, com 3,6 milhões, o National Museum da Coreia, em Seoul, com 3,2 milhões, e o Museu D"Orsay, em Paris, em décimo lugar, com 3,1 milhões de visitas. Em 2010, de acordo com a lista publicada anualmente por The Art Newspaper, o Museu Berardo surgia em 50 lugar, registando uma subida de 25 posições relativamente a 2009, mas baixou para a 81.ª, em 2011, mantendo-se, no entanto, como o único museu de Portugal a figurar nesta lista.

Exposição “Sem Rede” no CCB em Belém, com os trabalhos de Joana Vasconcelos
 Entre os cem museus mais visitados surgem três espaços museológicos do Brasil, entre eles, em 17.º lugar, o Museu do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, com mais de 2,2 milhões de entradas, em 45.º lugar o Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, com 1,15 milhões de visitantes, e, em 50.º lugar, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, com 1,05 milhões de entradas. Inaugurado em 2007, na sequência de um acordo entre o Estado português e o comendador e colecionador madeirense Joe Berardo, o Museu Berardo teve como primeiro diretor artístico o francês Jean-François Chougnet e passou a ser dirigido, em abril de 2011, pelo curador e historiador de arte Pedro Lapa.

Museu Berardo, Rui Chafes